Encenação condenou jornalistas argentinos ligados à ditadura por "traição à pátria"
Encenação condenou jornalistas argentinos ligados à ditadura por "traição à pátria"
Ocorreu na última quinta-feira (29), na Argentina, a encenação de um julgamento de jornalistas e veículos de imprensa acusados de cumplicidade com o governo militar do país (1976-1983).
O "julgamento ético", como foi chamada a manifestação pelas Mães da Praça de Maio - associação de mulheres que perderam seus filhos durante a ditadura - foi realizado em frente à Casa Rosada, sede do governo argentino.
Hebe de Bonafini, presidente da organização, interpretou o papel de juíza, e outros integrantes foram os promotores que acusaram sete jornalistas e cinco veículos, entre eles, o Clarín e La Nación, enquanto alguns repórteres e ativistas atuaram como testemunhas.
Após a laitura de jornais da época e trechos de matérias dos jornalistas "denunciados", todos foram condenados pelo crime de "traição à pátria", informou a agência de notícias Efe.
A oposição argentina protestou contra a manifestação. A Comissão de Liberdade de Expressão da Câmara dos Deputados repudiou o julgamento e a divulgação de cartazes com fotos e acusações contra os jornalistas.
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