Empresário registra "genérico" do Falha de S.Paulo e coloca domínio à venda

Empresário registra "genérico" do Falha de S.Paulo e coloca domínio à venda

Atualizado em 06/10/2010 às 18:10, por Eduardo Neco/Redação Portal IMPRENSA.

Por Além de gerar mobilização na web e pôr em pauta a idoneidade do maior jornal do país, a fama do Falha de S.Paulo pode se transformar em uma oportunidade de negócio - pelo menos na visão do administrador e empresário Fabiano Martins, que criou e registrou um domínio semelhante ao original e o colocou à venda.
"Este domínio encontra-se à venda a quem interessar", diz o anúncio publicado no endereço. "É como eu te disse: esse é o meu ganha-pão", explicou Martins ao Portal IMPRENSA, criador e dono do .
Empresário do ramo de desenvolvimento de projetos para web, Martins, que mora em Londrina (PR) - e garante não ter nada contra o jornal Folha de S.Paulo -, viu na repercussão do Falha uma chance de gerar dividendos a sua empresa.
"A gente viu pelas buscas que estava sendo muito citado e então acabei chegando naquele domínio", explica o empresário, que admitiu que seu empreendedorismo pode ser questionado pelos simpatizantes do Falha.
Antecipando-se a um eventual processo - a exemplo do que ocorreu com o domínio criado pelos irmãos Lino e Mário Bocchini -, o empresário defende, etimologicamente, que os termos "Falha" e "Folha" não podem ser comparados. "O domínio é composto pelas palavras Falha de São Paulo e falha não é sinônimo de folha. Portanto, vocês não detêm esta marca e a mesma não é variável da marca que detêm", argumenta Martins ao Grupo Folha da Manhã S/A.
Explicado o emprego da palavra "falha", Martins blinda a legitimidade de seu site dizendo que "a composição 'SÃO PAULO' é oriunda da cidade, portanto não é de direito de ninguém, pois não se pode ter o registro da cidade".
Lino Bocchini não se ofendeu com a capitalização do debate gerado pelo site; afirmou se tratar de um "efeito colateral" da mesma repercussão na web que rendeu notoriedade ao Falha original.
"Eu acho curioso, eu vejo de forma bem humorada e, na verdade, é um tipo de efeito colateral quando um assunto se espalha pela Internet. Esse fenômeno suscita iniciativas de todos os tipos. Nem condeno nem aprovo. Ele [Martins] não está fazendo nada de ilegal", conclui o jornalista, que garantiu à reportagem de IMPRENSA que não considera a ideia de fazer uma proposta comercial ao dono do FalhadeSaoPaulo.
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