Empresa americana se propõe a estimular "jornalismo cidadão global" na web

Uma nova empresa norte-americana tem como missão estimular um gênero de jornalismo para a participação coletiva, baseada em vídeos produzidos via celular e outros informes compartilhados.

Atualizado em 19/08/2013 às 16:08, por Mauricio Kanno.

O nome da empresa é – cujo nome poderia ser traduzido como “Vigilância Aberta”. A ideia é “lutar para definir uma nova linha de jornalismo, no mesmo espírito do movimento pelo software livre e aberto”, segundo as palavras de seu diretor, Rich Jones. Crédito:Reprodução Trecho de homepage do OpenWatch O diretor conta que o projeto começou há alguns anos como uma iniciativa de software livre, construindo ferramentas para permitir às pessoas que secretamente gravassem suas interações com a polícia e então processassem esses dados. “Expusemos frequentes abusos de direitos civis na Califórnia, e também trabalhamos com grupos de liberdade civil em outras partes do país para ajudar a combater esses abusos”, diz ele.
Como empresa, a OpenWatch existe desde novembro de 2012 e está captando recursos. Participou de evento em Nova York em julho passado, como uma das beneficiadas da Matter, uma incubadora de start-ups de mídia de San Francisco. Ela investe US$ 50 mil nas selecionadas e dá treinamento para trabalharem em seus serviços. A incubadora é apoiada por organizações como a Fundação Knight, tradicional no mundo do jornalismo.
A conversão em empresa busca fazer com que “mais pessoas comuns se envolvam no processo de jornalismo investigativo”. No convite para que colaboradores façam parte, a OpenWatch oferece seu aplicativo de celular gratuito para que se espalhem gravações de eventos, ajudando a “melhorar a responsabilidade policial, relatar crimes violentos e expor predação corporativa”.
O site procura motivar o visitante com pontos simbólicos de karma ou mesmo dólares para algumas “missões”, como entrevistar alguém ou filmar um protesto.
Considerando movimentos sociais, a empresa afirma já ter atuado com divisões da União Americana de Liberdades Civis em Nova Jersey e Arizona; e também com membros do movimento Ocupa Gezi, da Turquia. Há no site também propostas para acompanhar protestos na Bulgária e no Egito, além de planos de drones chineses, por exemplo.
A plataforma já foi divulgada por sites reconhecidos, como e o site da revista , mas por enquanto ainda é difícil para o visitante encontrar colaborações úteis de participantes. Quem não loga no site vê apenas as propostas; quem se cadastra e navega por lá vê ainda muitos vídeos-testes, como de gatinho brincando e outras cenas aleatórias; produções úteis, como a filmagem de um incêndio, são ainda raras.