Emissoras cometem "erro grosseiro" ao não promoverem a TV digital, diz Hélio Costa

Emissoras cometem "erro grosseiro" ao não promoverem a TV digital, diz Hélio Costa

Atualizado em 13/11/2009 às 14:11, por Redação Portal IMPRENSA.

Agência Brasil
Hélio Costa
O ministro das Comunicações, Hélio Costa, criticou, nesta sexta-feira (13), a falta de iniciativa das emissoras de TV em não promoverem a TV digital. Para ele, o fato de as emissoras não avançarem o mais rapidamente possível além da fase da implantação pode ser considerado "um erro grosseiro".

Costa afirmou, em entrevista ao iG, que governo tem feito "um esforço muito grande para oferecer todos os caminhos para que a implantação seja rápida. Viabilizamos os canais, criamos todos os procedimentos técnicos para que as emissoras criassem os canais digitais, mas elas não estão promovendo seu produto".

Questionado sobre o projeto de lei 29, que regulamenta a TV por assinatura, o ministro declarou que ele não "pode ser considerado uma disputa entre televisão aberta e teles (...) O foco central da discussão entre emissoras de TV e as teles é que, se se abre todo o espaço neste campo da convergência digital e autorizar que as empresas de telefonia possam comprar conteúdo, as emissoras de TV certamente vão perder espaço. Por isso que têm medo dessa competição. O que o PL 29 tem resguardado é que cada um fique no seu espaço. As teles vão trabalhar como exportadoras de imagem e as TVs vão trabalhar como produtoras de conteúdo".

Ele explicou, ainda, que o PL 29 se propõe a começar a legislar sobre o conteúdo da internet, e que a intenção é "encontrar o acordo, uma convivência harmoniosa entre os dois setores: radiodifusão e telecomunicações".

"Estamos na transição do que chamamos de convergência, que vai alterar de forma significativa a maneira como vemos a mídia e como produzimos para a mídia. Os veículos estão se modernizando. A competição entre o eletrônico e o impresso é brutal, pode determinar inclusive uma migração completa do impresso para a midia digital (...) No futuro, a maneira como nós lemos o jornal, vemos TV e ouvimos rádio vai ser outra", explicou Costa.

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