Embraer refuta matéria de Veja sobre lobby na venda de aviões à Colômbia

Embraer refuta matéria de Veja sobre lobby na venda de aviões à Colômbia

Atualizado em 02/02/2009 às 13:02, por Redação Portal IMPRENSA.

Embraer refuta matéria de Veja sobre lobby na venda de aviões à Colômbia

A Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica) divulgou no último sábado (31/01) um comunicado oficial repudiando uma reportagem da revista Veja , da Editora Abril, sobre a venda de aeronaves brasileiras ao governo colombiano.

Intitulada "Cobrança Suspeita", a matéria publicada na edição desta semana da revista afirma que a Embraer "tornou-se alvo de ação da lobista colombiana Maria Juliana Buendía de La Vega, sócia da Eximco International, uma conhecida representante do comércio mundial de armas e equipamentos militares".

Segundo a reportagem, ela teria contratato um advogado no Brasil para cobrar da empresa brasileira uma suposta dívida de 18 milhões de dólares, por um acordo de venda de 25 aviões Super Tucano para o Governo colombiano.

Na nota, a Embraer explicou que em fevereiro de 2000 a Eximco foi foi contratada para promover a venda das aeronaves junto ao Governo da Colômbia. A Embraer teria vencido a licitação de venda, de acordo com a Veja , "graças a um trabalho" realizado pelo marido de Maria Juliana, Guillermo Garcia Gil.

"Durante a vigência do referido contrato, que foi formalmente encerrado pelas partes em agosto de 2002, nenhuma venda foi concluída para o Governo Colombiano, que, inclusive, em junho de 2002, optou por não dar prosseguimento ao processo licitatório em questão", explica o comunicado.

A Embraer refuta a reportagem de Veja , nega o lobby e explica que o contrato de venda de aeronaves Super Tucano ao Governo da Colômbia foi firmado em 7 de dezembro de 2005, "no escopo de uma nova concorrência, cerca de três anos após o encerramento do contrato com a Eximco e dois anos após o falecimento do Sr. Guillermo Garcia Gil - ocorrido em 2003 e não em 2005, como afirma a reportagem".

Para a empresa brasileira, a matéria "tem origem em ataque difamatório por parte da referida senhora [Maria Juliana], com base em informações parciais e inverídicas distribuídas à imprensa", e esclarece "que em correspondências devidamente documentadas à Sra. Buendía de la Vega e a seu representante legal no Brasil, em março de 2007 e abril de 2008, respectivamente, rechaçou expressamente a cobrança indevida".

Segundo a assessoria da imprensa da Veja , até o momento a revista não se manifestou.

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