Embaixador venezuelano acusa Washington Post de desinformar leitores
Embaixador venezuelano acusa Washington Post de desinformar leitores
Embaixador venezuelano acusa Washington Post de desinformar leitores
O embaixador da Venezuela nos EUA, Bernardo Álvarez, enviou uma carta aberta ao jornal The Washington Post , em que acusa a publicação norte-americana de ter mentido ao veicular reportagens sobre o resultado das eleições legislativas do dia 26 de setembro deste ano. Álvarez escreveu que "mais uma vez" o veículo estava desinformando seus leitores "em relação à realidade do país".
| Divulgação | |
| Bernardo Álvarez |
De acordo com informações da agência EFE, a matéria sobre as eleições venezuelana foi publicada na última sexta-feira (01/10). Na carta, o embaixador diz que o editorial do Washington Post "não só desvirtua a realidade de um processo eleitoral limpo e transparente", mas que mente "descaradamente" sobre os resultados.
A votação para eleger novos representantes para a Assembleia Legislativa foi favorável ao partido oposicionista. Porém, devido a uma nova legislação, o partido governista foi beneficiado e conquistou 60% das vagas, enquanto a oposição ficou com 40%.
O diplomata venezuelano afirmou que o jornal ignorou o significado da "democracia participativa". "Só pelo fato de o sistema eleitoral venezuelano ser diferente do americano, não dá o direito de desqualificá-lo", alegou Álvarez, que declarou que a população de seu país havia demonstrado "nossa vocação democrática e a confiança na transparência de nosso moderno sistema eleitoral".
"O Post deveria ressaltar que a oposição venezuelana - após repetidas tentativas de golpes e sabotagens nos últimos 11 anos - parece ter decidido se integrar ao jogo democrático", escreveu o embaixador, que rejeitou os números divulgados sobre as eleições, que mostravam a superioridade dos adversários do partido governista (52% do voto popular, segundo o veículo).
Ao final da correspondência, Alvarez declarou que a reportagem sobre a votação na Venezuela seguiu a linha editorial do Post que, segundo ele, é a de continuar uma "agressão contra o governo democrático, socialista, independente e soberano do presidente (Hugo) Chávez".
Na última semana, Chávez havia sido questionado pela repórter Andreina Flores, correspondente em Caracas, capital venezuelana, da Rádio France-International e da Rádio RCN, da Colômbia, sobre como explicaria a vitória do partido governista nas eleições. Irritado, o presidente disse mostrar preocupação pelo fato de a jornalista ignorar "as leis do país".
Após a entrevista, o Ministério das Comunicações da Venezuela pediu para que os correspondentes estrangeiros não atuem como "mais um ator político" e que trabalhem seguindo a "ética jornalística".
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