Em votação simbólica, Senado aprova criação da TV pública
Em votação simbólica, Senado aprova criação da TV pública
Em tumultuada sessão que durou mais de oito horas, o Senado aprovou a criação da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) e, em votação simbólica, a TV pública.
Em uma manobra para que o processo de votação não varasse a madrugada, o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), recomendou à base aliada que rejeitasse a Medida Provisória (MP) 397, que estende ao trabalhador rural autônomo enquadrado como contribuinte individual o prazo de dois anos para requerer aposentadoria por idade no valor de um salário mínimo, por já existir, na Câmara, proposta semelhante.
No entanto, a manobra da Jucá causou desconforto nos membros do PSDB e do Democratas que, em protesto, se retiraram do plenário.
Com a decisão do DEM e do PSDB de abandonar o plenário, as votações ocorreram de forma rápida viabilizando a apreciação das matérias. "Isso foi o troco da CPMF [Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira]", afirmou o líder do PTB, Epitácio Cafeteira (MA), falando sobre a iniciativa do líder Romero Jucá que derrubou a estratégia da oposição em dificultar ao máximo o processo de votação..
Em represália, o líder do PSDB, Arthur Virgílio Neto e o do DEM, José Agripino Maia, prometem dificultar as próximas votações na Casa. A partir desta quarta-feira (12), eles tentarão obstruir a votação do orçamento e pedindo vistas de todos os projetos de iniciativa do Executivo que estão nas comissões temáticas, inclusive indicações de diplomatas para servir no exterior e diretores de agências reguladoras.
Segundo informa a Agência Brasil, o líder tucano está disposto a manter sua estratégia de obstrução e não está aberto a acordos. "Nunca mais haverá um acordo nesta Casa. Amanhã não passa nada nas comissões, vamos pedir vistas de tudo. O comportamento será assim, inclusive no orçamento. A partir de amanhã o Senado vai viver uma situação de confronto entre governo e oposição",afirmou Neto.
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