Em Uganda, ativista é assassinado após jornal publicar sua foto em lista de "homossexuais"
Em Uganda, ativista é assassinado após jornal publicar sua foto em lista de "homossexuais"
Atualizado em 27/01/2011 às 12:01, por
Redação Portal IMPRENSA.
O ativista ugandense David Kato foi assassinado em sua casa, na última quarta-feira (26), por um grupo de pessoas não identificadas, após ter tido sua foto publicada em um jornal local que realizava campanha contra homossexuais. Kato era gay e representante do grupo Minorias Sexuais de Uganda.
Segundo informações da agência EFE, Kato teve sua imagem divulgada pelo jornal Rolling Stone - que não tem a ver com a revista de mesmo nome especializada em entretenimento - em outubro de 2010. O veículo havia publicado uma lista com nomes, fotografias e endereços de cem personalidades do país e pedia o enforcamento dessas pessoas.
A subcomissária da polícia local, Judith Nabakooba, declarou que as autoridades seguem algumas pistas sobre o caso, mas que ainda é cedo para vincular o crime à orientação sexual de Kato.
Em janeiro deste ano, o Supremo Tribunal de Uganda proibiu que órgãos de mídia locais divulgassem a identidade de pessoas que considerem ser gays, e condenou a Rolling Stone a indenizar em US$ 750 aqueles que foram expostos pela publicação. O homossexualismo é considerado crime no país, porém a decisão da corte foi elogiada por entidades que defendem os direitos dos homossexuais.
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Segundo informações da agência EFE, Kato teve sua imagem divulgada pelo jornal Rolling Stone - que não tem a ver com a revista de mesmo nome especializada em entretenimento - em outubro de 2010. O veículo havia publicado uma lista com nomes, fotografias e endereços de cem personalidades do país e pedia o enforcamento dessas pessoas.
A subcomissária da polícia local, Judith Nabakooba, declarou que as autoridades seguem algumas pistas sobre o caso, mas que ainda é cedo para vincular o crime à orientação sexual de Kato.
Em janeiro deste ano, o Supremo Tribunal de Uganda proibiu que órgãos de mídia locais divulgassem a identidade de pessoas que considerem ser gays, e condenou a Rolling Stone a indenizar em US$ 750 aqueles que foram expostos pela publicação. O homossexualismo é considerado crime no país, porém a decisão da corte foi elogiada por entidades que defendem os direitos dos homossexuais.
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