Em sabatina, ombudsman da Folha defende sobrevivência do meio impresso

Em sabatina, ombudsman da Folha defende sobrevivência do meio impresso

Atualizado em 22/09/2009 às 08:09, por Redação Portal IMPRENSA.

O ombudsman da Folha de S.Paulo , Carlos Eduardo Lins da Silva, criticou a falta de continuidade da imprensa na cobertura de determinados fatos de interesse no país. A declaração do jornalista foi concedida na última segunda-feira (21), durante sabatina promovida pela Folha .

Divulgação
Carlos Eduardo Lins da Silva
Na ocasião, Silva - que possui mais de três décadas de Jornalismo - falou sobre a relação entre as publicações online e impressas. O ombudsman ressaltou que, devido à necessidade de serem ágeis, os jornais da internet pecam por veicular informações que não foram devidamente checadas.

"Não vejo problema nos meios (eletrônicos), mas na maneira como as coisas são feitas. O problema é o açodamento da publicação de informação não verificadas e na internet a dimensão é maior", disse Silva, citando exemplo de um caso em que a imprensa online noticiou uma suposta queda de avião no Aeroporto de Congonhas, quando, na verdade, se tratava de um incêndio em uma loja.

Silva ainda defendeu a sobrevivência dos jornais impressos em meio ao avanço das novas mídias. Segundo ele, periódicos vão encontrar seus nichos de mercado, assim como ocorreu com o rádio no surgimento da TV.

Durante a sabatina, Silva respondeu a perguntas da plateia e de entrevistadores convidados: o colunista da Folha , Marcelo Coelho, as jornalistas Eleonora Gosman, correspondente do jornal argentino Clarín, Verónica Goyzueta, correspondente do espanhol ABC, e Eugênio Bucci, colaborador de O Estado de S.Paulo .

Em setembro, a Folha de S.Paulo celebra vinte anos da criação de cargo de ombudsman. O veículo da família Frias foi a primeiro jornal a instituir a função no Brasil.

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