Em resposta a censura chinesa, governo britânico retira juízes de Hong Kong

O governo britânico anunciou nesta quarta-feira (30) que vai retirar os juízes do Reino Unido em exercício no tribunal de última instância de Hong Kong.

Atualizado em 30/03/2022 às 18:03, por Redação Portal Imprensa.


Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico explicou que a retirada teve aval do vice-primeiro-ministro e ministro da Justiça Dominic Raab. Crédito: Reuters Dominic Raab, ministro da Justiça britânico: retirada de juízes é resposta a ataques a liberdade de imprensa A medida também tem relação com a liberdade de imprensa e de expressão, já que, desde que a Lei de Segurança Nacional foi imposta em Hong Kong, as autoridades passaram a reprimir e censurar vários órgãos de imprensa locais.
Protestos pró-democracia de 2019

Um deles foi o site de notícias Citizen News, que anunciou o término de suas atividades em janeiro deste ano. Um dos últimos veículos independentes publicados em inglês em Hong Kong, o site foi punido por sua cobertura dos protestos populares pró-democracia e contra a influência chinesa, que tomaram conta de Hong Kong em 2019.
Para evitar o livre trabalho da imprensa, a China tem feito operações policiais nas redações de diferentes veículos de Hong Kong, além de adotar medidas de sufocamento financeiro, incluindo bloqueio de bens e recursos.
Recentemente, o Stand News, outro site de notícias de Hong Kong crítico a Pequim, foi alvo de uma operação policial que prendeu sete de seus funcionários e um dos editores que presidia a Associação de Jornalistas de Hong Kong.
A perseguição chinesa à imprensa de Hong Kong teve um marco simbólico em junho de 2021, com o fechamento forçado do famoso jornal Apple Daily. Seu proprietário, Jimmy Lai, de 74 anos, atualmente cumpre pena por condenações relacionadas aos protestos de 2019. Ele é um dos jornalistas mais velhos presos no mundo.