Em primeira entrevista após afastamento, Dilma aponta Cunha como "líder do golpe”
Na primeira entrevista concedida após ao afastamento, Dilma Rousseff afirmou ao jornalista norte-americano Glenn Greenwald, do site “The Intercept", que "o líder do golpe” é o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Durante a conversa que foi ao ar na última quinta-feira (19/5), Dilma criticou as medidas do governo “ilegítimo” de Temer, ao qual considera "conservador em todos os aspectos”. Para ela, o processo político brasileiro é um dos mais distorcidos do mundo, pois com o aumento sistemático de partidos, “cada vez os governos vão precisando de mais partidos para formar a maioria simples e a maioria de dois terços do parlamento. Você tem de ter uma base de alianças. Quanto maior a base de alianças, menos política e ideologicamente alinhada. Então, você passa a ter de construir alianças muito amplas.”
A presidente afastada voltou a afirmar que as chamadas pedaladas fiscais não são crime de responsabilidade e disse esperar que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, dê "um rito mais consistente ao processo”. Ela ainda garantiu que defenderá seu mandato até a última instância.
Questionada sobre a suspensão da investigação contra Aécio Neves na Operação Lava Jato, determinada por Gilmar Mendes, Dilma disse que o ministro é "efetivamente militante” em sua atuação e disse estranhar que a ação contra o senador não tenha sido levada à frente.
Dilma ainda disse temer o corte de programas sociais e acredita que população se mobilizará contra medidas do governo Temer. "As pessoas vão ter que se mobilizar das mais variadas formas”.
Assista à entrevista completa:
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