Em pesquisa, jornalistas revelam como usam as redes sociais
Pesquisa sobre Jornalismo e Mídias Social, realizada pelo Artigo 19, em parceria com a Unesco e Portal Imprensa, divulga resultados
Dos 150** jornalistas, de 20 estados diferentes, todos declaram utilizar redes sociais. Em primeiro lugar está o Twitter, usado por95% dos entrevistados, seguido pelo Facebook com 94% e o Orkut com 71%. As empresas de comunicação acompanharam o interesse crescente do público nas mídias sociais e 89% dos jornalistas dizem que em seu local de trabalho há perfis institucionais nas redes.
Além da liberdade proporcionada pelas mídias, discute-se a responsabilidade das empresas na hora de divulgar a informação. Diversos veículos nacionais e internacionais criaram seu próprio manual de redação com diretrizes para as redes sociais. Esta medida gerou polêmica nas entidades da categoria, como o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, que não a apoia por considerar ser uma forma de controle de uma ferramenta que prima pela liberdade. Apesar do amplo uso das redes pelas empresas, 79% dos jornalistas declaram que não há qualquer tipo de orientação para o uso das mídias. Durante pesquisas qualitativas, os jornalistas afirmaram ter uma noção implícita do uso profissional das redes."Acabamos tendo a percepção do que pode ou não ser colocado/socializado através dos perfis de nossa emissora nas redes sociais".
Na produção de conteúdo, para os 130 jornalistas (87%) que declararam usar as mídias profissionalmente, 56% usam para formulação de pautas, 63% para checagem de informações e 68% para contato com fontes. Apenas 7% dos entrevistados afirmaram ter sua pauta "furada" por alguma rede social. Outro uso importante das redes é a integração com o leitor e monitoramento da repercussão na web.
Para 70% dos jornalistas a forte presença das redes nosveículos de comunicação aumenta a transparência das empresas - porém, alguns profissionais afirmam que a grande exposição do público às informações não acarreta necessariamente em transparência. O espaço de debate sobre políticas públicas de mídia é maior nas redes. 79% acreditam que este assunto é mais debatido na web do que nas mídias tradicionais e 84% acreditam que as mídias favorecem a liberdade de imprensa.
O que configurava-se como tendência, atualmente é prática essencial na atividade jornalística. A pesquisa demonstra a adaptação do meio para a recepção destanova plataforma de comunicação que, para a grande maioria, é um espaço deliberdade de debate e expressão.
Para conferir os resultados completos da pesquisa, acesse . No endereço também há enquetes e vídeos sobre o assunto.
*Número total de entrevistados
** Número de questionários respondidos de forma consistente






