Em oficina, Mauri König discute novos meios de abordar o crime organizado no jornalismo
Durante apresentação na Oficina Fronteiras Cruzadas, que aconteceu na última segunda-feira (25/5) em Brasília (DF), o repórter investigativoMauri König discutiu novas pautas para a cobertura de contrabando e pirataria na imprensa.
Atualizado em 26/05/2015 às 15:05, por
Guilherme Athaide.
que aconteceu na última segunda-feira (25/5) em Brasília (DF), o repórter investigativo Mauri König discutiu novas pautas para a cobertura de contrabando e pirataria na imprensa. Jornalista da Gazeta do Povo , ele se especializou na cobertura de crimes ocorridos nas fronteiras do Brasil e por isso já percorreu mais de 42 mil quilômetros do Oiapoque ao Chuí.
Crédito:Gisele Sotto Jornalista Mauri König durante oficina em Brasilia
Para König, o tema gera “uma miríade de pautas possíveis” das quais ele destaca duas: comportamental e jurídica. A primeira, poderia tratar da ostentação, de pessoas que consomem produtos como bolsas ou sapatos “para manter um status, que na verdade é um status falseado a partir de produtos piratas”, em suas palavras.
Já do ponto de vista jurídico, o repórter investigativo sugere explicar as diferenças entre os crimes de contrabando e descaminho. “Está acontecendo também uma mudança na interpretação jurídica. O Supremo Tribunal Federal está começando a revisar o que pensava sobre os crimes”, exemplificou.
Outra questão abordada pelo jornalista foi referente à relação da sociedade com a figura do vendedor ambulante. “As pessoas não têm compreensão do lastro de ilegalidade que existe por detrás do camelô, ou seja, da produção até o consumidor final. A imprensa tem um papel fundamental de tentar quebrar um pouco essa relativização cultural”.
Todos os dados apresentados por König são frutos de suas pesquisas de campo. Há mais vinte anos ele percorre as fronteiras brasileiras produzindo matérias que denunciam a exploração de menores, o contrabando e o crime organizado. Muito disso pode ser lido no livro-reportagem “O Brasil oculto”, sobre prostituição infantil nas regiões fronteiriças do país.
Crédito:Gisele Sotto Jornalista Mauri König durante oficina em Brasilia
Para König, o tema gera “uma miríade de pautas possíveis” das quais ele destaca duas: comportamental e jurídica. A primeira, poderia tratar da ostentação, de pessoas que consomem produtos como bolsas ou sapatos “para manter um status, que na verdade é um status falseado a partir de produtos piratas”, em suas palavras.
Já do ponto de vista jurídico, o repórter investigativo sugere explicar as diferenças entre os crimes de contrabando e descaminho. “Está acontecendo também uma mudança na interpretação jurídica. O Supremo Tribunal Federal está começando a revisar o que pensava sobre os crimes”, exemplificou.
Outra questão abordada pelo jornalista foi referente à relação da sociedade com a figura do vendedor ambulante. “As pessoas não têm compreensão do lastro de ilegalidade que existe por detrás do camelô, ou seja, da produção até o consumidor final. A imprensa tem um papel fundamental de tentar quebrar um pouco essa relativização cultural”.
Todos os dados apresentados por König são frutos de suas pesquisas de campo. Há mais vinte anos ele percorre as fronteiras brasileiras produzindo matérias que denunciam a exploração de menores, o contrabando e o crime organizado. Muito disso pode ser lido no livro-reportagem “O Brasil oculto”, sobre prostituição infantil nas regiões fronteiriças do país.





