Em nota, CBF aponta "erros" de portais sobre suposta rejeição de amistoso na Ucrânia

Confederação Brasileira de Futebol afirma que jornais esportivos se equivocaram e publicaram informações “que não correspondem à realidade”.

Atualizado em 14/08/2014 às 18:08, por Christh Lopes*.

Atualizada às 20h29

Na tarde desta quinta-feira (14/8), a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou para criticar os "equívocos" em reportagens veiculadas pelos principais jornais e portais de esporte do País sobre uma suposta rejeição por parte da Federação Ucraniana de Futebol de um amistoso contra o Brasil.
Crédito:Rafael Ribeiro / CBF Entidade criticou veículos, alegando informações errados sobre a seleção
A CBF lamentou os erros da imprensa brasileira e se colocou à disposição dos órgãos de imprensa para esclarecer "se acionada anteriormente, toda informação que for publicada”. No comunicado, a entidade cita , , , e .

No caso do Estadão, a CBF afirma que “a reportagem se mostra mal informada desde o início de seu parágrafo”, onde cita Vladimir Lashkul como presidente da federação de futebol ucraniana, quando na verdade seria Anatoliy Konkov. A entidade também contesta a informação de que as negociações para o amistoso tenham se esgotado após a derrota do Brasil para a Alemanha por 7 x 1.
À IMPRENSA, o editor-geral de esportes de O Estado de S.Paulo , Luiz Antônio Prósperi, afirma que a matéria publicada no site do diário tinha como base uma reportagem do jornal Sport Express , da Ucrânia, que estava no cardápio das agências internacionais. Esta fonte foi usada pelos demais veículos de comunicação do País.
“Em sua nota, a CBF coloca o site de O Estado de S. Paulo no título e só menciona as outras publicações no corpo do texto. Procuramos a CBF para a decisão de nos colocar no título e a assessoria respondeu que isso aconteceu porque o Estadão foi o primeiro a noticiar o caso”, diz Prósperi. Após a reclamação, a manchete do comunicado foi alterada.

Sobre a reportagem publicada pela ESPN, a entidade diz que o texto “passa longe do que realmente acontece. Não é verdadeira, além de conter várias falhas de informações”. A crítica maior da CBF é sobre uma frase de Vladimir Lashkul, que teria dito que as negociações com o Brasil estavam encerradas e que o principal motivo teria sido "o desempenho do Brasil na Copa do Mundo".
A CBF afirma que a declaração é totalmente equivocada, uma vez que as negociações teriam sido encerradas antes do término do Mundial. “É totalmente fantasioso atribuir o cancelamento ao desempenho da Seleção na Copa”.
Em aos leitores, a ESPN comenta a nota da CBF, mas reitera que a entidade “não diz qual é o papel de Vladimir Lashkul no futebol ucraniano”. A emissora alega que uma notícia publicada em julho passado no próprio site da própria confederação mostrava a influência de Lashkul na coordenação de amistosos, o que não desvalida a informação.

Embora conteste a reclamação da CBF, a ESPN pediu desculpas aos leitores por não incluir a partida contra o Japão na programação da Seleção em 2014 na notícia, algo questionado pela entidade na nota.
Em nota, o portal GloboEsporte.com confirmou que errou a identificação de Lashkul mas reitera que apesar do equívoco sua declaração é relevante. "A reportagem foi corrigida e o erro registrado como é padrão do site", finaliza o texto.

Em resposta, o UOL isentou-se de responsabilidade pela reportagem. "A matéria foi veiculada no site do parceiro do UOL , “A Crítica”. O UOL não se responsabiliza pelas publicações dos parceiros"

* Com supervisão de Vanessa Gonçalves