Em nota, ANJ critica restrições do governo à imprensa na Venezuela

A Associação Nacional de Jornais classificou como "dramática" a situação dos jornais no país, e prometeu enviar uma carta a Nicolás Maduro.

Atualizado em 28/05/2014 às 16:05, por Redação Portal IMPRENSA.

Em publicada nesta quarta-feira (28/5), a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) criticou o governo da Venezuela pela "dramática situação da imprensa" no país. A entidade critica as restrições impostas pelo presidente Nicolás Maduro ao livre exercício do jornalismo e à liberdade de expressão.
Crédito:Agência Brasil Entidade enviará carta a Maduro criticando situação de jornais na Venezuela
O principal motivo para a declaração da entidade é a escassez de papel enfrentada pelos jornais venezuelanos. A matéria-prima é importada de países como o Canadá e as publicações precisam de permissão do governo para comprar dólares com os quais adquire o material.
ANJ garante que vai enviar uma carta a Maduro para criticar a situação, "protestando contra as dificuldades para concessão de licença para a importação de papel para os jornais e solicitando que cessem suas ações contra a imprensa, por ser a livre circulação dos jornais condição imperiosa para a vigência da democracia".
A entidade lembra ainda os esforços da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP, na sigla em espanhol) e do governo brasileiro na manutenção da liberdade de expressão e de imprensa, citando a Constituição de 1988 e a Declaração de Chapultepec.