Em meio a protestos em Salvador (BA), jornalistas são vítimas de violência da PM

No último sábado (22/6), profissionais da imprensa foram vítimas de ações da Polícia Militar durante as manifestações realizadas em Salvador

Atualizado em 24/06/2013 às 12:06, por Redação Portal IMPRENSA.

Em meio a protestos em Salvador (BA), jornalistas são vítimas de violência da PM

(BA). O repórter fotográfico do jornal Correio , Almiro Lopes, recebeu um tiro de bala de borracha nas costas enquanto fazia a cobertura do protesto, próximo ao Shopping Iguatemi, na capital baiana.

Segundo o veículo, Lopes contou que após os manifestantes fecharem uma via que dá acesso à rodoviária. O Batalhão de Choque da Polícia Militar tentou, sem sucesso, fazê-los liberar a rua, um policial disse que mostraria serviço e começou a atirar.

“Eu estava mais afastado, mas a bala pegou na minha costela”, disse o jornalista, que ficou ferido, mas sem gravidade.

Mais cedo, o repórter do iBahia, Tiago Di Araújo, foi abordado por policiais da Operação Gêmeos, sem identificação, e obrigado a apagar as fotos de sua câmera. Ele registrava uma ação policial que prendia alguns manifestantes, aparentemente menores de idade, nos Barris, na região central de Salvador.

“Um dos policiais alegou que uma daquelas fotos poderia demitir um pai de família, e pediu para apagar. Respondi que estava apenas fazendo o meu trabalho e eles me ameaçaram dizendo que eu ‘iria perder todas as fotos’”, relatou Araújo. E completou: “Depois, eles disseram: ‘Quando precisar de segurança não procure a polícia’”.

O outro caso aconteceu com um grupo de repórteres do site Bahia Notícias, quando um deles, Francis Juliano, acabou sendo preso. Segundo os jornalistas Alexandre Galvão e Evilásio Júnior, os três foram tirar satisfações ao ver um grupo de PMs agredindo um fotógrafo, mas, ao tentarem registrar a ação, foram impedidos pelos policiais.

Na confusão, o policial teria xingado Juliano, que revidou a agressão verbal e, por esse motivo, foi preso por desacato. Ele prestou depoimento e foi liberado.

Procurada, a Secretaria da Segurança Pública informou que a prioridade da polícia é garantir a integridade de todos os participantes do movimento e que todas as denúncias de excesso policial serão devidamente apuradas.