Em Londres, fundador do WikiLeaks se apresenta para audiência sobre extradição

Em Londres, fundador do WikiLeaks se apresenta para audiência sobre extradição

Atualizado em 11/01/2011 às 09:01, por Redação Portal IMPRENSA.

Nesta terça-feira (11), o fundador do site WikiLeaks, o australiano Julian Assange, se apresentará a um tribunal de Londres, Inglaterra, como parte do processo de extradição para a Suécia, país em que é acusado de cometer crimes sexuais. Em dezembro de 2010, Assange foi preso na capital inglesa após ter se entregado às autoridades.

De acordo com informações da agência EFE, a presença do australiano no tribunal faz parte de uma audiência de rotina, preparatória para a oitiva definitiva sobre sua extradição, que acontecerá nos dias 7 e 8 de fevereiro. Atualmente, Assange está em liberdade condicional: o jornalista anda com um rastreador eletrônico e deve se apresentar a uma delegacia diariamente às 18h, para garantir que permanece no país.

Em novembro, a Justiça sueca pediu a prisão de Assange após ter reaberto um processo em que o fundador do WikiLeaks responderá por "suspeita de estupro, assédio sexual e coerção ilegal". O australiano chegou a ser incluído na lista de procurados da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol), que emitiu um mandado de captura a seus 188 países membros.

Caso WikiLeaks

No final de novembro, o WikiLeaks vazou mais de 250 mil documentos secretos que revelam os bastidores da diplomacia dos EUA, entre despachos e outros registros. A Casa Branca condenou a publicação dos dados, dizendo que o site colocava em risco a vida de americanos e aliados do país.

Após o vazamento histórico, o governo norte-americano pressionou o maior servidor do país, a Amazon Web Services, para interromper o acesso ao WikiLeaks e evitar outra divulgação de informações comprometedoras. A França também enviou um comunicado aos servidores do país, declarando que as empresas francesas não podem hospedar páginas da web consideradas criminosas em outros países.

Além disso, o banco suíço PostFinance fechou a conta aberta pela organização para recebimento de doações e as empresas de cartão de crédito Mastercard, Visa e PayPal bloqueariam os pagamentos feitos ao site.

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