Em estudo, Unesco sugere que autorregulação da mídia garante qualidade editorial

Em estudo, Unesco sugere que autorregulação da mídia garante qualidade editorial

Atualizado em 09/11/2010 às 11:11, por Redação Portal IMPRENSA.

A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) lança, nesta terça-feira (09), o estudo "Indicadores da Qualidade da Informação Jornalística", onde sugere que a autorregulamentação da mídia é a melhor forma de o veículos de comunicação garantirem a qualidade editorial. O documento foi disponibilizado no da instituição, e usou como base 275 questionários respondidos por profissionais de imprensa brasileiros.

Brizza Cavalcante
Guilherme Canela
Segundo o jornal Folha de S.Paulo , os autores do estudo afirmam que existe um consenso razoável no Brasil quanto à importância de se criarem regras para avaliar a qualidade do trabalho jornalístico no país. "Cabe às empresas do setor definir os padrões de qualidade", disse o coordenador de Comunicação e Informação da Unesco no Brasil, Guilherme Canela. Para ele, os indicadores "podem servir como parâmetros para o atual debate sobre mídia".

A Unesco enviou um representante para participar do Seminário Internacional das Comunicações Eletrônicas e Convergências de Mídias, que começa nesta terça em Brasília (DF). O evento discutirá propostas para regulamentação dos meios de comunicação eletrônicos, como rádio, TV e Internet, e terá a participação de dirigentes de agências reguladoras de vários países europeus.

Em junho deste ano, a instituição da ONU expôs um projeto que mapeia o nível de democracia dos veículos de comunicação nos 193 países membros da Organização. A análise será concluída em 2015. A Unesco havia feito uma divisão dos indicadores em cinco categorias de análise das mídias: composição do mercado, conteúdo veiculado, independência profissional, acessibilidade e composição das empresas (privadas, estatais ou públicas).

Leia mais

-
-