Em entrevista, Assange revela desejo de mudar sede do WikiLeaks para o Brasil

“Os ativistas brasileiros deveriam lutar para criar um ambiente que seja ‘habitável’ para o WikiLeaks", disse

Atualizado em 23/02/2015 às 11:02, por Redação Portal IMPRENSA.

Em à revista Fórum , o jornalista australiano Julian Assange, fundador do WikiLeaks, revelou que gostaria que o site mudasse sua sede para o Brasil.
Crédito:Reprodução Jornalista diz que Marco Civil é garantia de luta contra espionagem
“Os ativistas brasileiros deveriam lutar para criar um ambiente que seja ‘habitável’ para o WikiLeaks e nosso estafe (que proteja a criptografia e o anonimato na rede e o Marco Civil da Internet é um passo importante neste sentido) para que possamos mudar nossa sede para o Brasil", declarou.
Asilado na embaixada do Equador em Londres desde julho de 2012, Assange evita a extradição para a Suécia, onde é acusado de cometer crimes sexuais em 2010. Ele nega ter praticado qualquer ato apontado pelas autoridades.
Durante a entrevista, o jornalista falou sobre seu novo livro, “Quando o Google encontrou o Wikileaks”, registro de um diálogo entre ele e Eric Schmidt, presidente do Google, além de outros integrantes da corporação, realizada em 2011.
Questionado sobre sua opinião quanto a uma mídia independente, Assange diz que o WikiLeaks demonstrou que, ao reconhecer métodos de censura, como ataques jurídicos a jornalistas, os veículos podem organizar suas operações para resistir a ela.
"A melhor coisa que a internet nos deu foi a de desconectar a distribuição da publicação e desconectar a publicação de direitos autorais. Isso permitiu uma explosão de vozes independentes e perspectivas que não foram vistas desde a invenção do rádio e da televisão", opina.