Em entrevista ao Estado de S.Paulo Requião afirma que está "amordaçado"
Em entrevista ao Estado de S.Paulo Requião afirma que está "amordaçado"
Em entrevista ao Estado de S.Paulo Requião afirma que está "amordaçado"
O governador do Paraná, Roberto Requião, concedeu, nesta quinta-feira (24), uma entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo , na qual debateu a medida determinada pelo desembargador Edgar Lippmann, do Tribunal Regional Federal da 4a região, que estipulou o pagamento de multa para o governador e o proibiu de fazer críticas à imprensa, adversários e instituições na TV Educativa do Estado do Paraná.
De acordo com suas declarações na entrevista, Requião se considera um "governador amordaçado" e afirma que "é alvo de pressões e chantagens de instituições poderosas". O governador acredita que está sob censura "da forma mais absoluta e complera", por iniciativa do Ministério Público Federal.
Requião acredita que é "perseguido pela imprensa", já que cortou a verba da publicidade para os meios de comunicação. "A ganância da imprensa é terrível. No governo anterior foi gasto R$ 1,5 bilhão com propaganda veiculada na imprensa (Jaime Lerner, antecessor de Requião, não foi localizado para falar sobre o dinheiro que gastou com propaganda; seu escritório político em Curitiba informou que ele está fora do País). Reduzi a zero o gasto com a imprensa". "Pouco importa se eles acabam comigo eleitoralmente. Moralmente não acabam. Vou mostrar para os meus filhos que vale a pena ser sério no Brasil".
"Como eu não tenho espaço na mídia privada, vou à Educativa para expor meus programas e medidas. Quando eu faço esse contraponto, vem o Ministério Público e diz que estou fazendo promoção pessoal". Requião acredita que apenas debate e denuncia a corrupção em seu programa, desmentindo "notícias inverídicas da grande imprensa".
Roberto Requião é jornalista e advogado e afirma que a TV Educativa é uma televisão pública. "É a televisão do Estado do Paraná. Ela funciona na formação da opinião. Instalei um programa denominado "Escola de Governo", e toda terça-feira reúno os principais escalões da administração para discutir ações. Discutimos pendências judiciais do Estado, as questões que levamos à Justiça, desfalques no erário, malversação de recursos públicos, precatórios pagos indevidamente, créditos tributários inexistentes, processos pesados. A censura é uma violência absoluta. Então dizem eles que o governador deve procurar a imprensa privada para se manifestar".
O governador declara, ainda, que a medida do desembargador foi tomada devido à denúncia de supersalários no Ministério Público feita na TV Educativa. "Denunciei supersalários e aposentadorias indevidas, uma série de irregularidades que estamos corrigindo através da Paraná Previdência. Não posso admitir essa história de fixação de salário sem lei. Vinculam os contracheques daqui aos salários federais. Não temos nada com isso e o Estado recebe a conta. Isso tem que ser regularizado".
Ainda de acordo com a entrevista, Requião finaliza dizendo que debate críticas. "Claro que eu as aceito. Quem pode não aceitar críticas? Convidei o juiz Lippmann para vir debater na TV Educativa. Aliás, antes mesmo de eu conhecer a ação da censura, ele já estava dando entrevistas".
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