Em editorial, jornal "O Globo" critica proposta de revisão da Lei de Anistia
Para a publicação, proposta busca punir somente um lado da história
Atualizado em 17/12/2014 às 09:12, por
Redação Portal IMPRENSA.
Em publicado na última segunda-feira (15/12), o jornal carioca O Globo reconheceu o valor do trabalho promovido pela Comissão Nacional da Verdade (CNV), mas criticou a revisão da Lei de Anistia ao classificá-la como uma “aplicação unilateral”, apenas aos militares.
Crédito:Divulgação Jornal apoiou o golpe e agora é contra revisão da Lei de Anistia
O texto intitulado "Ampla e Irrestrita" avalia que o trabalho da comissão tem "valor incontestável" na "consolidação do estado de direito do Brasil". Destaca ainda que a CNV "rasgou o incômodo véu que procurava manter encobertos episódios obscuros da ditadura militar”.
Apesar do reconhecimento do trabalho, o editorial questiona a proposta do relatório final em revisar a Lei de Anisitia. “Como já se desenhava no curso dos trabalhos da Comissão, a maioria de seus integrantes deu forma também a um preocupante equívoco, ao defender, no documento final, a revisão da Lei da Anistia. É um despropósito em relação ao qual a unanimidade passa ao largo, mas ainda assim a CV consignou no relatório. Lamentável”, opina.
A publicação ressalta também que a sugestão busca punir somente um lado da história. "O que o relatório final da CV propõe é uma aplicação unilateral da lei. Ou seja, pune-se apenas um lado da ‘guerra suja’. De qualquer modo, a presidenta Dilma teve uma reação positiva ao receber o documento, quando desoxigenou a ideia de o relatório dar margem a revanchismos. É o que se espera", acrescenta.
Crédito:Divulgação Jornal apoiou o golpe e agora é contra revisão da Lei de Anistia
O texto intitulado "Ampla e Irrestrita" avalia que o trabalho da comissão tem "valor incontestável" na "consolidação do estado de direito do Brasil". Destaca ainda que a CNV "rasgou o incômodo véu que procurava manter encobertos episódios obscuros da ditadura militar”.
Apesar do reconhecimento do trabalho, o editorial questiona a proposta do relatório final em revisar a Lei de Anisitia. “Como já se desenhava no curso dos trabalhos da Comissão, a maioria de seus integrantes deu forma também a um preocupante equívoco, ao defender, no documento final, a revisão da Lei da Anistia. É um despropósito em relação ao qual a unanimidade passa ao largo, mas ainda assim a CV consignou no relatório. Lamentável”, opina.
A publicação ressalta também que a sugestão busca punir somente um lado da história. "O que o relatório final da CV propõe é uma aplicação unilateral da lei. Ou seja, pune-se apenas um lado da ‘guerra suja’. De qualquer modo, a presidenta Dilma teve uma reação positiva ao receber o documento, quando desoxigenou a ideia de o relatório dar margem a revanchismos. É o que se espera", acrescenta.





