Em editorial, Estadão critica propostas da Confecom
Em editorial, Estadão critica propostas da Confecom
O jornal O Estado de S. Paulo mostrou-se crítico às propostas aprovadas durante a Conferência Nacional de Comunicação (Confecom). Em editorial publicado no último domingo (20), o veículo paulista argumenta que, se aprovadas, as sugestões levantadas no encontro serviriam como entrave à atuação da iniciativa privada no setor de comunicação.
"(...) A 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) foi encerrada com uma série de recomendações ideologicamente enviesadas que, se transformadas em lei, restringiriam a liberdade de informação e criariam obstáculos à ação da iniciativa privada no setor, a pretexto de promover o 'controle público', social e popular das atividades jornalísticas".
Na Confecom, realizada entre os dias 14 e 17 deste mês, em Brasília, foram apresentadas 1,5 mil propostas para o setor. Na ocasião, foram aprovadas 672 sugestões, algumas delas, segundo o Estadão , baseadas em "conceitos vagos e critérios dúbios". No editorial, o jornal cita a elaboração de um código de ética para o Jornalismo, o retorno da obrigatoriedade do diploma e a implantação de um tribunal de mídia como exemplos de propostas "dirigistas".
A Confecom foi composta por 1.684 delegados, vindos de três segmentos (sociedade civil, empresarial e poder público). Seis das oito entidades que integravam a comissão organizadora abandonaram o evento, por considerarem censura a insistência de alguns setores em fazer controle social da mídia.
Segundo o Estadão , com a representatividade "comprometida", a Conferência terminou de maneira "melancólica". Ao final, o jornal ainda é enfático quanto à declaração do ministro da Comunicação Social, Franklin Martins - de que as propostas aprovadas poderão ser revertidas em projetos de lei: "O governo agiria mais sensatamente se mandasse todas (as sugestões) para a lata do lixo".
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