Em editorial, "Folha" critica ordem de tirar do ar textos de blogueiro sobre a Lava Jato
Em editorial publicado nesta quinta-feira (2/6), a Folha de S.Paulo critica a decisão da Justiça do Paraná que determinou que fossem retirados do ar textos do blog do jornalista Marcelo Auler, que questionavam a Operação Lava Jato.
Atualizado em 02/06/2016 às 09:06, por
Redação Portal IMPRENSA.
a Folha de S.Paulo critica a decisão da Justiça do Paraná que determinou que fossem retirados do ar textos do blog do jornalista Marcelo Auler, que questionavam a Operação Lava Jato.
Crédito:Reprodução
Jornalista sofreu censura de delegados da força-tarefa da Lava Jato
O texto diz que a iniciativa em favor da censura considera que a única liberdade de expressão válida é a que reitera os próprios princípios. "Vários personagens e instituições protagonizaram esse deprimente enredo ao longo da experiência política brasileira", afirma.
Auler foi acionado na Justiça pelos delegados da Polícia Federal Erika Marena e Mauricio Moscardi Grillo, que integram a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba. Além da retirada do conteúdo, a Justiça proibiu que novas reportagens fossem publicadas “com o conteúdo capaz de ser interpretado como ofensivo ao reclamante”.
A Folha observa que qualquer pessoa tem o direito de recorrer aos tribunais caso se sinta injuriado, caluniado ou difamado, mas que a Justiça nunca deveria estabelecer a retirada de circulação de textos opinativos, sobretudo quando diz respeito a autoridades públicas.
"É espantoso que, depois de quase 30 anos de vigência de um regime constitucional democrático, magistrados ainda lidem mal com um princípio tão claro e inegociável nas sociedades civilizadas", opina. "Nada seria melhor para as autoridades da Lava Jato, todavia, do que se mostrar imune a críticas - e não procurar silenciá-las, como se delas tivessem efetivo receio", finaliza.
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Jornalista sofreu censura de delegados da força-tarefa da Lava Jato O texto diz que a iniciativa em favor da censura considera que a única liberdade de expressão válida é a que reitera os próprios princípios. "Vários personagens e instituições protagonizaram esse deprimente enredo ao longo da experiência política brasileira", afirma.
Auler foi acionado na Justiça pelos delegados da Polícia Federal Erika Marena e Mauricio Moscardi Grillo, que integram a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba. Além da retirada do conteúdo, a Justiça proibiu que novas reportagens fossem publicadas “com o conteúdo capaz de ser interpretado como ofensivo ao reclamante”.
A Folha observa que qualquer pessoa tem o direito de recorrer aos tribunais caso se sinta injuriado, caluniado ou difamado, mas que a Justiça nunca deveria estabelecer a retirada de circulação de textos opinativos, sobretudo quando diz respeito a autoridades públicas.
"É espantoso que, depois de quase 30 anos de vigência de um regime constitucional democrático, magistrados ainda lidem mal com um princípio tão claro e inegociável nas sociedades civilizadas", opina. "Nada seria melhor para as autoridades da Lava Jato, todavia, do que se mostrar imune a críticas - e não procurar silenciá-las, como se delas tivessem efetivo receio", finaliza.





