Em crise, jornal "A Tarde" pode ser negociado para manter suas atividades
Aos 103 anos, o jornal baiano A Tarde vem enfrentando os mesmos problemas financeiros que atingem os veículos impressos no Brasil:queda na arrecadação de anunciantes e a diminuição de leitores que migram cada vez mais para as plataformas digitais.
Atualizado em 26/02/2015 às 16:02, por
Vanessa Gonçalves.
baiano A Tarde vem enfrentando os mesmos problemas financeiros que atingem os veículos impressos no Brasil: queda na arrecadação de anunciantes e a diminuição de leitores que migram cada vez mais para as plataformas digitais. Em razão disso, o diário está negociando sua venda para não precisar encerrar as atividades.
Crédito:Reprodução Jornal pode ser negociado para continuar vivo
IMPRENSA apurou que, na semana passada, André Blumberg, diretor-geral do veículo, informou à redação que o jornal vive um processo de negociações, que podem ocasionar na venda total do veículo para outro proprietário. Há também a possibilidade da entrada de um sócio ou mesmo a venda do terreno onde está o prédio do diário, como forma de arrecadar fundos para sua manutenção.
Embora ainda seja rentável, A Tarde sofre com um grande passivo, o que tem desequilibrado suas contas. Em razão disso, o Fundo de Garantia (FGTS) dos funcionários não tem sido depositado há pelo menos um ano.
De acordo com Marjorie da Silva Moura, presidente do Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Sindjorba), o jornal tem realizado os pagamentos de salários em dia e tem acertado pontualmente o FGTS dos trabalhadores que saem da empresa ou mesmo que necessitam do benefício para pagamento da casa própria.
Marjorie relata que o sindicato tem acompanhado de perto a situação do jornal e de outros veículos baianos que passam pelas mesmas dificuldades. "Ainda não se fala em demissões, mas caso elas ocorram, vamos acompanhar junto ao Ministério Público do Trabalho a garantia dos direitos dos jornalistas", ressalta.
Crédito:Reprodução Jornal pode ser negociado para continuar vivo
IMPRENSA apurou que, na semana passada, André Blumberg, diretor-geral do veículo, informou à redação que o jornal vive um processo de negociações, que podem ocasionar na venda total do veículo para outro proprietário. Há também a possibilidade da entrada de um sócio ou mesmo a venda do terreno onde está o prédio do diário, como forma de arrecadar fundos para sua manutenção.
Embora ainda seja rentável, A Tarde sofre com um grande passivo, o que tem desequilibrado suas contas. Em razão disso, o Fundo de Garantia (FGTS) dos funcionários não tem sido depositado há pelo menos um ano.
De acordo com Marjorie da Silva Moura, presidente do Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Sindjorba), o jornal tem realizado os pagamentos de salários em dia e tem acertado pontualmente o FGTS dos trabalhadores que saem da empresa ou mesmo que necessitam do benefício para pagamento da casa própria.
Marjorie relata que o sindicato tem acompanhado de perto a situação do jornal e de outros veículos baianos que passam pelas mesmas dificuldades. "Ainda não se fala em demissões, mas caso elas ocorram, vamos acompanhar junto ao Ministério Público do Trabalho a garantia dos direitos dos jornalistas", ressalta.





