Em comunicado, Luís Roberto Demarco afirma não ter recebido ligações de Protógenes
Em comunicado, Luís Roberto Demarco afirma não ter recebido ligações de Protógenes
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| Luís Roberto Demarco |
Segundo Demarco, a imprensa explorou "estrondosamente" o despacho do juiz Ali Mazloum, da 7ª Vara Federal de São Paulo e responsável pelo processo. Na ação, divulgada na última segunda-feira (25), o magistrado afirma em um trecho que "...a análise das referidas informações acusa a existência de mais de cinquenta telefonemas no período entre Protógenes e as empresas P.H.A. Comunicação e Serviços SS Ltda [pertencente ao jornalista Paulo Henrique Amorim] e Nexxy Capital Brasil Ltda...".
Protógenes será julgado por vazamento de informações sigilosas à imprensa durante a Satiagraha, que culminou com a prisão do banqueiro Daniel Dantas. Na ação, a Justiça Federal investigará denúncias de favorecimento do delegado a jornalistas e veículos de comunicação em meio ao trabalho da Polícia.
Segundo Mazloum, foram realizados centenas telefonemas de Protógenes a jornalistas durante a Operação. Destes, mais de cem teriam sido feito a um único profissional, a repórter da Folha de S.Paulo , Andréa Michel. O juiz também cita nos autos nomes de outros profissionais de imprensa, como o do apresentador do "Domingo Espetacular", da Rede Record, Paulo Henrique Amorim.
Os autos detalham 57 ligações entre o delegado e a empresa P.H.A. Comunicação e Serviços SS Ltda entre 27 de fevereiro de 2008 e 19 de julho de 2008. No comunicado, Demarco explica que a empresa de Amorim "não tem qualquer relação societária com a Nexxy Capital Brasil ou com a minha pessoa".
"Após inúmeras revisões, feitas por seis advogados, do material que nos foi disponibilizado pela Justiça Federal, não foi encontrado nenhum registro de ligação telefônica entre o Delegado Protógenes Queiroz e a Nexxy Capital Brasil", diz a nota.
De acordo com o empresário, os autos revelam, ainda, "intensa atividade de Daniel Dantas, seus advogados e aliados, repetidamente anexando matérias de imprensa ao processo, na tentativa de influenciar um procedimento judicial do qual eles não são parte".
"Acreditamos que a tentativa de induzir o meretíssimo juiz a erro faz parte de uma estratégia do banqueiro Daniel Dantas, visando tumultuar outros processos nos quais é réu, o que vem sendo feito há anos com a ajuda de jornalistas que servem aos seus interesses", diz o comunicado.
O empresário afirma que protocolou junto ao Ministério Público Federal em novembro de 2007 uma notícia-crime sobre a "manipulação da imprensa pelo banqueiro Daniel Dantas para disseminar calúnias, injúrias e difamações contra desafetos, e depois utilizar os artigos produzidos para tentar influenciar processos judiciais".
Segundo Demarco, nesta sexta-feira seus advogados despacharam petição junto ao juiz Ali Mazloum, no sentido de "dar ciência da inexistência dos registros telefônicos da Nexxy ao juízo, e requisitar imediatas providências a respeito".
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