Em coletiva, jornalistas questionam Comitê Rio-2016 sobre ataque a ônibus

Durante uma entrevista coletiva concedida pelo Comitê Rio-2016 e pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) na última quarta-feira (10/8), jornalistas questionaram e cobraram posicionamentos sobre o ataque a um ônibus que transportava repórteres entre as arenas da Olimpíada.

Atualizado em 11/08/2016 às 13:08, por Redação Portal IMPRENSA.


Crédito:Reprodução/Facebook Ônibus fazia o trajeto entre a Arena da Juventude e o Centro de Mídia pelo BRT Transolímpico
Segundo o jornal O Globo , a jornalista americana Lee Michaelson, que estava no veículo, perguntou aos diretores do Rio-2016, Mario Andrada, de Comunicação, e Luiz Fernando Corrêa, de Segurança, sobre a versão oficial de que as janelas foram atingidas por pedras.
A americana disse ter escutado barulhos de tiro e reclamou da falta de assistência aos passageiros. "Eu mesma era uma crítica da cobertura que a imprensa estava fazendo, mais focada nos problemas que nos atletas, e me vi neste incidente. Acho que é uma coisa que pode acontecer em qualquer lugar, o que eu questiono é a resposta. Não estavam preparados. Ouvi sons de tiro, se provarem que foi uma pedra, eu peço desculpas", disse.
Andrada pediu desculpas a repórter em nome do Comitê e explicou que telefonou para alguns dos jornalistas que estavam no ônibus. Segundo ele, a organização está mobilizada para descobrir exatamente o que ocorreu e se havia algum outro risco imediato.
"Temos aqui os melhores jornalistas do mundo e do Brasil, numa cobertura mundial. Seria impossível uma "operação abafa". Não haverá de forma alguma uma "operação abafa". Nós jamais seríamos parte disso", destacou.