Em carta pública, jornalistas do "Correio Braziliense" explicam cobranças trabalhistas

Nesta quinta-feira (16/6), profissionais do Correio Braziliense e o Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal divulgaram uma carta pública explicando à sociedade as ações contra as irregularidades trabalhistas do veículo.

Atualizado em 16/06/2016 às 18:06, por Redação Portal IMPRENSA.

e o Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal divulgaram uma carta pública explicando à sociedade as ações contra as irregularidades trabalhistas do veículo.
Crédito:Carlos Moura Jornalistas explicam demandas cobradas da direção do "Correio Braziliense"
Ambos garantem que a maior preocupação é com o futuro do jornal. Muitos dos jornalistas atuam há décadas no veículo e querem que a "história de excelência continue a ser escrita por muito tempo, e isso exige, de modo incondicional, o respeito aos nossos direitos no presente".
Na semana passada, os funcionários do veículo realizaram paralisações, aprovadas em assembleia, como forma de cobrar da direção do jornal "informações e soluções a respeito de uma série de obrigações não cumpridas".
Lembram que, embora tivessem combinado mais duas paralisações, resolveram suspendê-las quando o Correio Braziliense atendeu à principal demanda que era o pagamento dos vencimentos dos freelancers, que estavam há meses sem receber.
No entanto, lembram que ainda esperam o cumprimento das outras demandas, como "o pagamento do reajuste salarial retroativo, da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) da Convenção 2015/2016, do auxílio-alimentação do mês de maio e a regularização do FGTS)".
Os jornalistas ressaltam que o movimento não é contra o Correio Braziliense . "Não desejamos contribuir para a piora da situação das empresas jornalísticas, que, todos sabem, atravessam uma difícil transição rumo a um novo modelo do mercado de mídia. Ao contrário, nossa intenção é ajudar a fortalecer a empresa e colaborar para que ela produza um jornalismo de qualidade cada vez melhor".
Porém, afirmam que a empresa só poderá se fortalecer a partir do momento e que tiver uma relação transparente com os funcionários. " forma ideal de a empresa garantir isso é, evidentemente, cumprindo o que foi acordado com os trabalhadores. Na impossibilidade de fazer isso nas datas acordadas, que a empresa dê explicações convincentes para o não cumprimento, também avisando os funcionários com antecedência".
Os trabalhadores dizem que já deram diversas demonstrações de disponibilidade em colaborar com a empresa, tanto que aceitaram repetidas vezes "a prorrogação do prazo para que direitos assegurados por lei nos fossem entregue".
Por fim, explicam que a disponibilidade em colaborar "não significa que tudo é aceitável", ou seja, a suspensão das paralisações não significam o fim da mobilização. Em razão disso, anunciam que haverá uma nova assembleia na sexta (17/6), data que marca uma nova rodada de pagamentos de atrasados dos freelancers. E avisam: " O não cumprimento desse compromisso pode nos levar a novas e maiores paralisações, algo, evidentemente, a ser avaliado e decidido, como sempre, coletivamente".