Em carta, atirador diz que matou jornalistas para vingar massacre de fiéis negros
O homem suspeito do assassinato da repórter Alison Parker e do cinegrafista Adam Ward na última quarta-feira (27/8), identificado como Vester Flanagan, ele usou o pseudônimo Bryce Williams para justificar o crime como uma vingança do recente massacre de fiéis negros, frequentadores de uma igreja em Charleston, na Carolina do Sul.
Atualizado em 27/08/2015 às 09:08, por
Redação Portal IMPRENSA.
repórter Alison Parker e do cinegrafista Adam Ward na última quarta-feira (27/8), identificado como Vester Flanagan, ele usou o pseudônimo Bryce Williams para justificar o crime como uma vingança do recente massacre de fiéis negros, frequentadores de uma igreja em Charleston, na Carolina do Sul.
Crédito:Reprodução/Twitter Atirador disse que se vingou de massacre em igreja ao matar os jornalistas
Segundo a AFP, Vester Flanagan também havia atuado na WDBJ, emissora para a qual trabalhavam os jornalistas. Após o ataque, filmado e publicado por ele nas redes sociais, cometeu suicídio.
A emissora ABC News informou que recebeu um manifesto de 23 páginas duas horas depois da morte de Alison e Ward. "O ataque a tiros na igreja foi o ponto crítico (...) mas a minha raiva estava aumentando continuamente... Tenho sido uma bomba humana há algum tempo... Só esperando para EXPLODIR!!!!", dizia um trecho da carta.
No documento, que classifica como um aviso de "suicídio para amigos e familiares", ele critica o fato de ter sido vítima de discriminação racial e assédio "por ser um homem gay negro". Ele também refoça que o ataque à igreja de Charleston foi o que o levou a cometer o crime.
Autoridades do condado de Franklin relataram que Williams "morreu no hospital de Fairfax Inova, no norte da Virgínia, em decorrência de um ferimento a bala causado por ele mesmo". Perseguido pela polícia, o carro onde o suspeito estava saiu da estrada e bateu.
Entre 1993 e 1995, Williams foi empregado pela KPIX, filiada local em São Francisco da CBS News. Entre 1999 e 2000, havia sido repórter para a rede WTWC, que o demitiu por seu "comportamento bizarro". Após sua demissão, ele entrou com um processo contra o canal por discriminação.
Reações
"Eu estou entorpecido", disse o namorado de Alison Parker, o ancora da WDBJ, Chris Hurst, no Twitter."Estávamos juntos há quase nove meses. Foram os melhores nove meses de nossas vidas. Queríamos nos casar", completou.
A noiva de Ward, Melissa Ott, produtora da rede de televisão, estava na sala de controle quando o tiroteio ocorreu e viu a cena ao vivo, disse Jeffrey Marks, gerente do canal.
"Você envia pessoas para zonas de guerra e para situações perigosas, para confrontos e você se preocupa que elas vão se ferir. Aí você envia alguém para fazer uma matéria sobre turismo, e então isso - como você pode esperar que algo como isso aconteça?", desabafou.
Segundo Marks, durante sua curta passagem pela emissora, ele havia forjado uma reputação ambígua: por um lado, a de homem com o qual "é difícil de trabalhar" e por outro, a de repórter "com talento e experiência".
Crédito:Reprodução/Twitter Atirador disse que se vingou de massacre em igreja ao matar os jornalistas
Segundo a AFP, Vester Flanagan também havia atuado na WDBJ, emissora para a qual trabalhavam os jornalistas. Após o ataque, filmado e publicado por ele nas redes sociais, cometeu suicídio.
A emissora ABC News informou que recebeu um manifesto de 23 páginas duas horas depois da morte de Alison e Ward. "O ataque a tiros na igreja foi o ponto crítico (...) mas a minha raiva estava aumentando continuamente... Tenho sido uma bomba humana há algum tempo... Só esperando para EXPLODIR!!!!", dizia um trecho da carta.
No documento, que classifica como um aviso de "suicídio para amigos e familiares", ele critica o fato de ter sido vítima de discriminação racial e assédio "por ser um homem gay negro". Ele também refoça que o ataque à igreja de Charleston foi o que o levou a cometer o crime.
Autoridades do condado de Franklin relataram que Williams "morreu no hospital de Fairfax Inova, no norte da Virgínia, em decorrência de um ferimento a bala causado por ele mesmo". Perseguido pela polícia, o carro onde o suspeito estava saiu da estrada e bateu.
Entre 1993 e 1995, Williams foi empregado pela KPIX, filiada local em São Francisco da CBS News. Entre 1999 e 2000, havia sido repórter para a rede WTWC, que o demitiu por seu "comportamento bizarro". Após sua demissão, ele entrou com um processo contra o canal por discriminação.
Reações
"Eu estou entorpecido", disse o namorado de Alison Parker, o ancora da WDBJ, Chris Hurst, no Twitter."Estávamos juntos há quase nove meses. Foram os melhores nove meses de nossas vidas. Queríamos nos casar", completou.
A noiva de Ward, Melissa Ott, produtora da rede de televisão, estava na sala de controle quando o tiroteio ocorreu e viu a cena ao vivo, disse Jeffrey Marks, gerente do canal.
"Você envia pessoas para zonas de guerra e para situações perigosas, para confrontos e você se preocupa que elas vão se ferir. Aí você envia alguém para fazer uma matéria sobre turismo, e então isso - como você pode esperar que algo como isso aconteça?", desabafou.
Segundo Marks, durante sua curta passagem pela emissora, ele havia forjado uma reputação ambígua: por um lado, a de homem com o qual "é difícil de trabalhar" e por outro, a de repórter "com talento e experiência".





