Em carta aberta, tradutor italiano chama a blogueira Yoani Sanchéz de "mercenária"
Nos últimos seis anos, Giordano Lupi traduziu diversos textos da jornalista para o La Stampa.
Atualizado em 13/05/2014 às 11:05, por
Redação Portal IMPRENSA.
Na última sexta-feira (9/5), o jornalista, escritor e tradutor italiano Giordano Lupi divulgou uma , direcionada a Yoani Sánchez, denunciando a blogueira cubana como "mercenária". Nos últimos seis anos, ele traduziu diversos textos dela para o La Stampa .
Crédito:Agência Brasil Jornalista acusa a blogueira de ter enriquecido ao denunciar governo cubano
“Yoani Sánchez encerrou o contrato com o La Stampa e fez de mim um homem livre, que até ontem não podia dizer o que pensava por ser o tradutor seus textos. Agora que já não tenho qualquer ligação [com ela] e que os interesses da blogueira mais rica e premiada do mundo são administrados pela sua agente, Erica Beba, posso tirar as pedras de meus sapatos. Elas estavam me fazendo mal”, declarou Lupi.
No texto, o jornalista aponta sua decepção ao descobrir a verdadeira posição de uma pessoa que havia convencido ser uma "companheira de lutas" por ideias democráticas. “Eu cometi o erro de acreditar na luta Yoani Sánchez, vendo nela uma luta de David e Golias, uma luta que partia de baixo para combater o poder, uma luta idealista pela liberdade de Cuba. Percebi – ao som de amargas decepções – que a oposição de Yoani era letra morta, para não dizer que era por conveniência, para fazer o mundo acreditar que em Cuba não há liberdade de expressão”, ressaltou.
Lupi relata que percebeu estar envolvido com uma pessoa que prioriza interesses "nada idealistas", uma blogueira que leva sua vida com tranquilidade, que em Cuba ninguém conhece e incomoda, não recebe ameaças e não tem qualquer impedimento para entrar e sair do país.
Opinião
Apesar da denúncia pública de Lupi, o jornalista Vicenzo Basile, do jornal Cuba Información , ponderou que é necessário ter cautela e um olhar mais crítico à carta. Segundo ele, “para [a denúncia] resultar completamente autêntica, seria preciso pelo menos ser acompanhada de mais duas cartas; uma direcionada a todos os leitores italianos e a todas as pessoas, cujas opiniões foram forjadas – e manipuladas – com notícias absolutistas resultantes de um erro de avaliação do jornalista e impostas por vínculos editoriais; e outra dirigida a todos que, nestes últimos seis anos, tentaram intercambiar as contradições sobre a blogueira com Gordiano Lupi e que receberam – e ainda recebem – a anacrônica e redutiva etiqueta de pró-castristas”.
Crédito:Agência Brasil Jornalista acusa a blogueira de ter enriquecido ao denunciar governo cubano
“Yoani Sánchez encerrou o contrato com o La Stampa e fez de mim um homem livre, que até ontem não podia dizer o que pensava por ser o tradutor seus textos. Agora que já não tenho qualquer ligação [com ela] e que os interesses da blogueira mais rica e premiada do mundo são administrados pela sua agente, Erica Beba, posso tirar as pedras de meus sapatos. Elas estavam me fazendo mal”, declarou Lupi.
No texto, o jornalista aponta sua decepção ao descobrir a verdadeira posição de uma pessoa que havia convencido ser uma "companheira de lutas" por ideias democráticas. “Eu cometi o erro de acreditar na luta Yoani Sánchez, vendo nela uma luta de David e Golias, uma luta que partia de baixo para combater o poder, uma luta idealista pela liberdade de Cuba. Percebi – ao som de amargas decepções – que a oposição de Yoani era letra morta, para não dizer que era por conveniência, para fazer o mundo acreditar que em Cuba não há liberdade de expressão”, ressaltou.
Lupi relata que percebeu estar envolvido com uma pessoa que prioriza interesses "nada idealistas", uma blogueira que leva sua vida com tranquilidade, que em Cuba ninguém conhece e incomoda, não recebe ameaças e não tem qualquer impedimento para entrar e sair do país.
Opinião
Apesar da denúncia pública de Lupi, o jornalista Vicenzo Basile, do jornal Cuba Información , ponderou que é necessário ter cautela e um olhar mais crítico à carta. Segundo ele, “para [a denúncia] resultar completamente autêntica, seria preciso pelo menos ser acompanhada de mais duas cartas; uma direcionada a todos os leitores italianos e a todas as pessoas, cujas opiniões foram forjadas – e manipuladas – com notícias absolutistas resultantes de um erro de avaliação do jornalista e impostas por vínculos editoriais; e outra dirigida a todos que, nestes últimos seis anos, tentaram intercambiar as contradições sobre a blogueira com Gordiano Lupi e que receberam – e ainda recebem – a anacrônica e redutiva etiqueta de pró-castristas”.





