Em carta à FENAJ, advogada contesta versão sobre agressão à equipe da Rede Globo
Em carta à FENAJ, advogada contesta versão sobre agressão à equipe da Rede Globo
Atualizado em 13/07/2005 às 13:07, por
Fonte: Federação Nacional dos Jornalistas.
Em atenção à solicitação da advogada Maria J. Costa dos Ramos, que defende Adriano Gomes da Silva, apontado como um dos responsáveis pelas agressões contra uma equipe da Rede Globo, ocorridas em São Paulo, no dia 21 de junho, publicamos, na íntegra, o documento encaminhado. Cabe ressaltar que, na edição número 43, este boletim registrou a agressão e o posicionamento da FENAJ, sem fazer nenhuma acusação ou julgamento.
"A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) não aceita e condena a agressão física a jornalistas e demais trabalhadores de veículos jornalísticos como forma de demonstração de descontentamento", registra a nota oficial da FENAJ, que solidarizou-se com os colegas e pediu ações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo para a identificação e punição dos responsáveis. Leia, a seguir, o esclarecimento da advogada.
"Prezado Sr. Sérgio M. de Andrade,
Agradeço por esta oportunidade e pela atenção que nos esta sendo dada.
Conforme prometido, segue nota com alguns esclarecimentos a respeito do depoimento do meu cliente Adriano Gomes da Silva, sobre episódio que envolveu também os repórteres da Rede Globo.
Obs.: Esta nota também foi enviada para a Sra. Teresa Garcia (chefe de edição da Globo/SP) e para o Dr. Nilson Jacob (advogado da emissora).
Também desejo aqui fazer valer nosso direito de resposta, pois muitas informações tem ido ao ar, por isso temos o direito de nos manifestarmos sobre elas.
Adriano Gomes da Silva se apresentou na tarde de,24/06/2005, para prestar seu depoimento sobre os fatos ocorridos na noite de 21/06 e que envolveram também os repórteres desta emissora.
Como advogada, mas também como alguém que preza pela verdade, digo que o depoimento de Adriano foi claro, objetivo e verdadeiro.
Assim como as autoridades, nós também estamos trabalhando para elucidar os fatos e queremos conhecer a verdade para que ela seja apresentada a todos e, principalmente, para que haja justiça!
Não podemos concordar com o as afirmações que apontam Adriano como o principal acusado das agressões, seja porque os demais envolvidos ainda não foram ouvidos, seja também porque a avaliação dos fatos cabe à polícia e os resultados desse trabalho serão conhecidos com o término do inquérito policial, o qual esta sendo presidido pelo Dr. Menezes, do 1º DP da Sé, São Paulo, Capital.
Também queremos esclarecer que os fatos não ocorreram por questões políticas, tampouco porque havia intenção dos envolvidos de impedir os trabalhos dos repórteres, ou da imprensa de uma forma geral, que esta cobrindo os atuais acontecimentos do nosso cenário político nacional.
As agressões ocorreram de ambas as partes e se originaram de um desentendimento pessoal entre todos os envolvidos.
Portanto, não podemos transformar uma ocorrência do acaso e isolada em uma questão política para que seja somada à atual crise pela qual passa nosso país, tampouco podemos condenar pessoas sem que tenha havido total apuração dos fatos e negar a elas o direito ao devido processo legal.
Informo ainda que não estou atuando junto com a Dra. Solange que defende o Sr. Flávio e que foi focada tendo também uma atitude agressiva contra a imprensa.
Não concordo com nenhum tipo de agressão principalmente contra trabalhadores, pois não devemos ficar nos degladiando enquanto o capital corrompe toda a nossa sociedade, porque isso certamente só ajuda a desviar a atenção de fatos muito mais graves e que envolvem toda a nossa Nação.
Estarei à disposição de vocês para demais esclarecimentos, caso desejem.
Atenciosamente,
Maria J. Costa dos Ramos
Advogada
OAB/SP - 181.632".
"A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) não aceita e condena a agressão física a jornalistas e demais trabalhadores de veículos jornalísticos como forma de demonstração de descontentamento", registra a nota oficial da FENAJ, que solidarizou-se com os colegas e pediu ações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo para a identificação e punição dos responsáveis. Leia, a seguir, o esclarecimento da advogada.
"Prezado Sr. Sérgio M. de Andrade,
Agradeço por esta oportunidade e pela atenção que nos esta sendo dada.
Conforme prometido, segue nota com alguns esclarecimentos a respeito do depoimento do meu cliente Adriano Gomes da Silva, sobre episódio que envolveu também os repórteres da Rede Globo.
Obs.: Esta nota também foi enviada para a Sra. Teresa Garcia (chefe de edição da Globo/SP) e para o Dr. Nilson Jacob (advogado da emissora).
Também desejo aqui fazer valer nosso direito de resposta, pois muitas informações tem ido ao ar, por isso temos o direito de nos manifestarmos sobre elas.
Adriano Gomes da Silva se apresentou na tarde de,24/06/2005, para prestar seu depoimento sobre os fatos ocorridos na noite de 21/06 e que envolveram também os repórteres desta emissora.
Como advogada, mas também como alguém que preza pela verdade, digo que o depoimento de Adriano foi claro, objetivo e verdadeiro.
Assim como as autoridades, nós também estamos trabalhando para elucidar os fatos e queremos conhecer a verdade para que ela seja apresentada a todos e, principalmente, para que haja justiça!
Não podemos concordar com o as afirmações que apontam Adriano como o principal acusado das agressões, seja porque os demais envolvidos ainda não foram ouvidos, seja também porque a avaliação dos fatos cabe à polícia e os resultados desse trabalho serão conhecidos com o término do inquérito policial, o qual esta sendo presidido pelo Dr. Menezes, do 1º DP da Sé, São Paulo, Capital.
Também queremos esclarecer que os fatos não ocorreram por questões políticas, tampouco porque havia intenção dos envolvidos de impedir os trabalhos dos repórteres, ou da imprensa de uma forma geral, que esta cobrindo os atuais acontecimentos do nosso cenário político nacional.
As agressões ocorreram de ambas as partes e se originaram de um desentendimento pessoal entre todos os envolvidos.
Portanto, não podemos transformar uma ocorrência do acaso e isolada em uma questão política para que seja somada à atual crise pela qual passa nosso país, tampouco podemos condenar pessoas sem que tenha havido total apuração dos fatos e negar a elas o direito ao devido processo legal.
Informo ainda que não estou atuando junto com a Dra. Solange que defende o Sr. Flávio e que foi focada tendo também uma atitude agressiva contra a imprensa.
Não concordo com nenhum tipo de agressão principalmente contra trabalhadores, pois não devemos ficar nos degladiando enquanto o capital corrompe toda a nossa sociedade, porque isso certamente só ajuda a desviar a atenção de fatos muito mais graves e que envolvem toda a nossa Nação.
Estarei à disposição de vocês para demais esclarecimentos, caso desejem.
Atenciosamente,
Maria J. Costa dos Ramos
Advogada
OAB/SP - 181.632".






