Em campanha focada nas Olimpíadas, RSF alerta sobre perigo de ser jornalista no Brasil

Uma campanha da Organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), lançada na última quarta-feira (3/8), alerta sobre o perigo de ser jornalista no Brasil, que se tornou o segundo país da América Latina mais mortal para os profissionais de imprensa.

Atualizado em 04/08/2016 às 10:08, por Redação Portal IMPRENSA.

Sem Fronteiras , lançada na última quarta-feira (3/8), alerta sobre o perigo de ser jornalista no Brasil, que se tornou o segundo país da América Latina mais mortal para os profissionais de imprensa.
Crédito:getty images Com o lema "Algumas vitórias não merecem medalha", ação foi divulgada na véspera dos Jogos Olímpicos Segundo a EFE, a ação divulgada na véspera do início dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro (RJ), com o lema "Algumas vitórias não merecem medalha", indica que 22 jornalistas foram mortos no Brasil, em crimes relacionados com a profissão, desde as Olimpíadas de Londres, em 2012.
De acordo com a entidade, em grande parte dos assassinatos, os profissionais cobriam ou investigavam temas relacionados com corrupção, políticas públicas e crime organizado em cidades pequenas e médias. A ONG cita ainda a violência contra jornalistas durante as manifestações de 2013 e 2014.
"A forte polarização política do país contribuiu para criar um clima de desconfiança com os jornalistas (...) insultados e agredidos pelos manifestantes que os associam com as linhas editoriais de seus meios de comunicação", observa, ao acrescentar que o país não tomou nenhuma medida para solucionar o problema.