Em busca de liberdade autoral, Roberto Amado lança o site “Poucas Palavras”
O jornalista Roberto Amado, 57 anos, tem anos de estrada no jornalismo, escreveu seis livros e atualmente edita os portais de revistas masculinas do Grupo Abril.
Atualizado em 25/04/2013 às 17:04, por
Luiz Gustavo Pacete.
Reprodução Entrevista de Amado com Edemar Cid Ferreira Escrevendo de relacionamentos a futebol, Amado aposta em um texto mais literário, livre e identificado com sua personalidade. Logo, busca produzir um conteúdo autoral. Conhecedor do ambiente digital e das possibilidades que o jornalismo encontra na internet, a nova empreitada o jornalista é o site “ ”.
Na plataforma, ele pretende reunir crônicas produzidas em suas mais diversas colaborações, além de conteúdo exclusivo que possa chamar a atenção e, por que não, causar uma boa polêmica?
Na primeira semana com o portal no ar, o jornalista estreou com uma exclusiva com o ex-controlador do Banco Santos. “Quero manter uma periodicidade nas entrevistas que tenham essa pegada polêmica. A ideia é falar com pessoas polêmicas que tenham algo a dizer”.
Amado explica que, diferente da tendência de segmentação na internet, seu site terá um foco variado. “Tenho muitos anos de carreira e, por conta da experiência, acabei virando um generalista, é o meu estilo, esse sou eu”. Questionado se apostar em temas gerais não seria concorrer com os grandes portais, Amado aponta que seu objetivo é ser também um interpretador dos fatos e não é sua ambição dar conta do hard news.
Outro grande objetivo do “Poucas Palavras”, que remete ao oposto do que representa, ou seja, o autor tem muito a dizer, é carregar a personalidade de Amado, que se enquadra como pertencente a uma geração mais antiga e enxerga certa decadência no jornalismo atual.
“Talvez seja uma maneira inocente de ver as coisas, mas para quem trabalha nas grandes empresas existe o compromisso dos veículos com seus anunciantes. Dos anos que eu tenho de profissão sempre foi assim, mas isso acontece cada vez mais, por que as empresas estão tendo dificuldades de sobreviver ao recrudescimento dos negócios”, diz.
O jornalista espera encontrar na internet um ambiente em que possa se expressar de forma mais livre. "Sou meio inocente em relação a isso. Montei e tomara que alguém me dê uma força. É incrível, de repente tenho um veículo onde possuo liberdade total”. Questionado se imaginar que liberdade total não seria uma utopia, Amado lembra que a sociedade brasileira vive uma época de patrulhamento, mas que ele assume o risco. “Esse campo é atual, multimídia, é pobre, mas ele é”.
Por fim, questionado sobre os limites entre ter liberdade total e estar com o nome associado a um grupo de mídia, Amado é enfático. “Eu não pedi autorização para ninguém, não avisei ninguém, pura e simplesmente vou usar os meus textos”.






