"Em breve, qualquer jornal ou TV crítico será fechado", diz ativista sobre a Turquia

Jornais censurados, ataques às sedes de emissoras televisivas e intimidação contra jornalistas foram alguns dos episódios que marcaram o aumento da violência contra a imprensa na ao longo das últimas semanas.

Atualizado em 05/11/2015 às 11:11, por Redação Portal IMPRENSA.


Crédito:IFJ/Twitter Ativista acredita que governo calará qualquer oposição na mídia turca
Em entrevista à Folha de S.Paulo , a ativista de direitos humanos Istar Gozaydin, chefe do Departamento de Sociologia da Gediz University, alertou sobre a crescente perseguição do governo turco aos meios de comunicação.
Segundo ela, a intervenção nos veículos de mídia do grupo Koza-Ipek foi apenas o começo. "Por enquanto, o governo está silenciando órgãos de mídia ligados a Fethullah Gülen, mas em breve, qualquer jornal ou TV crítico será fechado", explicou.
O chamado clérigo Gülen, que possui milhões de seguidores no país e no mundo, é acusado pelo presidente Recep Tayyip Erdogan de organizar um Estado paralelo na intenção de derrubar o governo, infiltrando membros do grupo Hizmet nos poderes Judiciário e Legislativo.
O movimento era aliado de Erdogan, porém romperam quando um grupo de promotores e policiais ligados ao Hizmet passou a apurar uma suposta corrupção no círculo íntimo do presidente, em 2013.
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