Em ato pró-Petrobras na ABI, Lula volta a dizer que a imprensa tenta criminalizar o PT
"Quero dizer para a imprensa que eu já ganhei duas eleições sem ela", disse o ex-presidente
Atualizado em 25/02/2015 às 11:02, por
Redação Portal IMPRENSA.
Em discurso na última terça-feira (24/2) durante ato em defesa da Petrobras, realizado na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no centro do Rio de Janeiro (RJ), o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva disse que opositores e a mídia tentam criminalizar o PT.
Crédito:Ricardo Stuckert/ Instituto Lula Ex-presidente diz que a mídia criminaliza o PT antes do julgamento da Justiça
"O que estamos vendo é a criminalização de ascensão de uma classe social nesse país. As pessoas subiram um degrau e isso incomoda a elite", disse ele.
Segundo o jornal O Globo , Lula afirma que há um plano é elaborado para "criminalizar" o Partido dos Trabalhadores. Ele disse ainda que a presidente Dilma Rousseff, os petroleiros e os militantes do PT não têm de se envergonhar do escândalo da Petrobras.
"Defender a Petrobras é defender a democracia e defender a democracia é defender a continuidade do desenvolvimento social nesse país", declarou Lula. Para ele, a imprensa repete à exaustão a teoria do domínio do fato, que baseou a condenação dos acusados no Mensalão.
"A ideia básica é criminalizar antes. Tornar você bandido sem ser investigado ou julgado. Porque quando você for criminalizado pela imprensa começa o processo pela sentença", afirmou.
O ex-presidente reiterou também que o papel dos veículos de comunicação é informar. "Quero dizer para a imprensa que eu já ganhei duas eleições sem ela. O povo já consegue fazer análise sem ouvir formador de opinião", acrescentou.
Confusão
Pouco antes da chegada de Lula ao local, militantes petistas e um grupo que pedia o impeachment de Dilma se enfrentaram na porta da ABI. A princípio, houve xingamentos e bandeiras do PT e do grupo rival foram rasgadas. Em seguida, os militantes partiram para agressão. Houve troca de socos entre os dois lados.
Os opositores gritavam "Fora, Dilma" e os petistas retrucavam com classificações como "golpistas" e "coxinhas". Na chegada, Lula foi cercado de personalidades como os produtores de cinema Lucy e Luiz Carlos Barreto, o ex-presidente do PSB, Roberto Amaral, o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), João Pedro Stedile e o vice-presidente do PT, Alberto Cantalice.
Vinte homens do Batalhão de Policiamento em Grandes Eventos (BPGE) ficaram entre os manifestantes. Segundo a Polícia Militar, 500 pessoas ficaram do lado de fora da ABI. Um telão em um carro exibiu o discurso de Lula. O auditório da entidade tem capacidade para 500 pessoas.
Crédito:Ricardo Stuckert/ Instituto Lula Ex-presidente diz que a mídia criminaliza o PT antes do julgamento da Justiça
"O que estamos vendo é a criminalização de ascensão de uma classe social nesse país. As pessoas subiram um degrau e isso incomoda a elite", disse ele.
Segundo o jornal O Globo , Lula afirma que há um plano é elaborado para "criminalizar" o Partido dos Trabalhadores. Ele disse ainda que a presidente Dilma Rousseff, os petroleiros e os militantes do PT não têm de se envergonhar do escândalo da Petrobras.
"Defender a Petrobras é defender a democracia e defender a democracia é defender a continuidade do desenvolvimento social nesse país", declarou Lula. Para ele, a imprensa repete à exaustão a teoria do domínio do fato, que baseou a condenação dos acusados no Mensalão.
"A ideia básica é criminalizar antes. Tornar você bandido sem ser investigado ou julgado. Porque quando você for criminalizado pela imprensa começa o processo pela sentença", afirmou.
O ex-presidente reiterou também que o papel dos veículos de comunicação é informar. "Quero dizer para a imprensa que eu já ganhei duas eleições sem ela. O povo já consegue fazer análise sem ouvir formador de opinião", acrescentou.
Confusão
Pouco antes da chegada de Lula ao local, militantes petistas e um grupo que pedia o impeachment de Dilma se enfrentaram na porta da ABI. A princípio, houve xingamentos e bandeiras do PT e do grupo rival foram rasgadas. Em seguida, os militantes partiram para agressão. Houve troca de socos entre os dois lados.
Os opositores gritavam "Fora, Dilma" e os petistas retrucavam com classificações como "golpistas" e "coxinhas". Na chegada, Lula foi cercado de personalidades como os produtores de cinema Lucy e Luiz Carlos Barreto, o ex-presidente do PSB, Roberto Amaral, o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), João Pedro Stedile e o vice-presidente do PT, Alberto Cantalice.
Vinte homens do Batalhão de Policiamento em Grandes Eventos (BPGE) ficaram entre os manifestantes. Segundo a Polícia Militar, 500 pessoas ficaram do lado de fora da ABI. Um telão em um carro exibiu o discurso de Lula. O auditório da entidade tem capacidade para 500 pessoas.





