Em artigo na Folha, José Dirceu critica privatização de sistema de telefonia no governo FHC
Em artigo na Folha, José Dirceu critica privatização de sistema de telefonia no governo FHC
Em artigo na Folha , José Dirceu critica privatização de sistema de telefonia no governo FHC
Em artigo publicado na edição desta quarta-feira (27) do jornal Folha de S.Paulo , José Dirceu - ex-ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República e ex-presidente do PT - criticou a privatização do sistema de telefonia promovido no governo FHC.
Ele afirmou que a "política privatista e antinacional" do governo Fernando Henrique Cardoso permitiu que "um território estratégico para a soberania e o desenvolvimento nacional fosse amplamente ocupado por corporações estrangeiras". O texto de Dirceu foi uma resposta de um artigo de Eduardo Graeff, ex-assessor de FHC, falando de supostos interesses na fusão Brasil Telecom-Oi.
José Dirceu recordou que a política adotada pelo governo FHC permitiu que as corporações estrangeiras tivessem um papel hegemônico num setor de telefonia do país. "A espanhola Telefônica, a mexicana Telmex (controladora da Embratel e da Claro e sócia da Net) e a italiana Tim passaram a ter papel hegemônico no sistema. Para o interesse público e do país, seria indispensável que existisse no mercado uma grande empresa nacional, capaz de funcionar como ferramenta para implementação de políticas públicas e articulação de um programa desenvolvimentista", disse o ex-ministro.
No artigo, ele observou que "a situação já era grave quando o que estava em jogo eram os serviços de telefonia e transmissão de dados. É mais comprometedora agora, quando a confluência de mídias está levando as empresas de telecomunicação a participar ativamente da distribuição e até da produção de conteúdo audiovisual".
É nesse cenário que a aquisição da Brasil Telecom pela Oi (ex-Telemar), com uma forte participação dos fundos de pensão e do BNDES, poderá dar origem a uma companhia fundada sobre a aliança entre o capital nacional e o Estado, podendo "enfrentar os grupos estrangeiros", afirmou Dirceu.
As alterações propostas no modelo de telecomunicações para permitir a consolidação de empresas, teriam que ter, como contrapartida, benefícios à sociedade e aos usuários dos serviços, como a ampliação da competição, o atendimento à área rural e a aceleração da cobertura de internet rápida.
José Dirceu defendeu o comportamento do governo Lula ao defender um novo modelo, que "se confronta com o da administração FHC, cuja política de submissão às grandes potências é sobejamente conhecida pelo país".
Para ele, o governo Lula "recebeu um mandato popular para interromper essa política e construir outro modelo. O apoio à criação de uma grande operadora brasileira faz parte desse esforço. Restou aos tucanos chafurdar no denuncismo, pois não suportam a idéia de que o povo brasileiro escolheu outro caminho".
Com informações do site do PT.
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