Em artigo na "Folha", ministro Edinho Silva pede "cautela" à imprensa
O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Edinho Silva, enviou ao jornal Folha de S.Paulo um artigo sobre o cenário político no país nas últimas semanas.
Atualizado em 21/03/2016 às 10:03, por
Redação Portal IMPRENSA.
O foi publicado no último domingo (20/3), na seção "Tendências/Debates".
Crédito:Magno Romero/Gecom/EBC Ministro diz que imprensa pode evitar radicalização que assola o país
"Vivemos um momento em que todos os limites da racionalidade foram ultrapassados, impulsionado por pessoas que se movem por fúria descontrolada. Uma raiva que não poupa cores que não sejam as suas", opina.
No artigo, Edinho pede cautela à imprensa. "Faço um chamamento especial à imprensa, que leva a informação às casas e à rua. Só o funcionamento equilibrado das instituições, com sensibilidade para a disposição das forças sociais, pode nos dar uma chance real de superar os abismos atuais, dados pela radicalização que assola o debate político", pondera.
O ministro da Comunicação Social comenta também sobre as ações do juiz federal Sergio Moro, em especial sobre os grampos de conversa telefônica entre a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"Integro um governo que sempre defendeu as apurações das denúncias, com respeito à legislação e ao princípio do contraditório. É incontroverso, no entanto, o fato objetivo de que o juiz fez gravações ilegais de conversa telefônica entre a presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, às vésperas da nomeação", disse.
Edinho observa que o passado deixou aprendizados importantes sobre como iniciam e terminam crises "agudas e desagregadoras", citando como exemplo o suicídio de Getúlio Vargas, em 1954, e as crises econômicas entre os anos 1970 e 1990.
"O momento exige um plano pactuado de reformas. Precisamos de uma espécie de pacto westfaliano, envolvendo as forças políticas e as instituições. Com um lado acreditando que pode jogar o outro para fora da embarcação, ou esmagá-lo, não chegaremos a lugar algum", acrescenta.
Crédito:Magno Romero/Gecom/EBC Ministro diz que imprensa pode evitar radicalização que assola o país
"Vivemos um momento em que todos os limites da racionalidade foram ultrapassados, impulsionado por pessoas que se movem por fúria descontrolada. Uma raiva que não poupa cores que não sejam as suas", opina.
No artigo, Edinho pede cautela à imprensa. "Faço um chamamento especial à imprensa, que leva a informação às casas e à rua. Só o funcionamento equilibrado das instituições, com sensibilidade para a disposição das forças sociais, pode nos dar uma chance real de superar os abismos atuais, dados pela radicalização que assola o debate político", pondera.
O ministro da Comunicação Social comenta também sobre as ações do juiz federal Sergio Moro, em especial sobre os grampos de conversa telefônica entre a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"Integro um governo que sempre defendeu as apurações das denúncias, com respeito à legislação e ao princípio do contraditório. É incontroverso, no entanto, o fato objetivo de que o juiz fez gravações ilegais de conversa telefônica entre a presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, às vésperas da nomeação", disse.
Edinho observa que o passado deixou aprendizados importantes sobre como iniciam e terminam crises "agudas e desagregadoras", citando como exemplo o suicídio de Getúlio Vargas, em 1954, e as crises econômicas entre os anos 1970 e 1990.
"O momento exige um plano pactuado de reformas. Precisamos de uma espécie de pacto westfaliano, envolvendo as forças políticas e as instituições. Com um lado acreditando que pode jogar o outro para fora da embarcação, ou esmagá-lo, não chegaremos a lugar algum", acrescenta.





