Em alerta, Abin confirma conta em português do Estado Islâmico no Telegram

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) confirmou que pessoas ligadas ao grupo radical Estado Islâmico (EI) criaram um grupo c

Atualizado em 17/06/2016 às 13:06, por Redação Portal IMPRENSA.

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) confirmou que pessoas ligadas ao grupo radical (EI) criaram um grupo chamado Nashir Português, mesmo nome do canal criado pelos jihadistas, para trocar mensagens em português por meio do aplicativo Telegram.
Crédito:Wikimedia commons Abin monitora ação do Estado Islâmico entre brasileiros em rede social
Em nota, a entidade disse que a nova frente de difusão de informações, que visa a doutrinação extremista, “amplia a complexidade do trabalho de enfrentamento ao terrorismo e representa facilidade adicional à radicalização de cidadãos brasileiros”.
De acordo com o jornal O Globo , a iniciativa é similar à da Nashir News Agency, usada pelo EI para divulgar manifestos e fazer propaganda. Os integrantes do grupo já estariam sendo monitorados pela Agência de Inteligência.
A agência de monitoramento de terrorismo SITE Intelligence Group informou que o Nashir Português foi criado em 29 de maio. Por meio de anúncios nas redes sociais, estaria em busca de simpatizantes que falem português, para traduzir seu conteúdo de propaganda.
Durante uma reunião sobre a segurança nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, negou que o tema tenha sido debatido com representantes do Ministério da Defesa e com o superintendente-geral da Abin, Frank Oliveira.
"Se a Abin tem essa informação, deve trabalhar para desbaratar esse grupo", afirmou. No encontro, ficou definido que 15 mil homens das Forças Armadas devem reforçar a segurança em vias expressas, terminais rodoviários, aeroportos e no bairro de Deodoro.
Especialistas brasileiros acreditam que a medida preocupa, especialmente com relação às ações isoladas dos "lobos solitários". Para Expedito Carlos Stephani Bastos, pesquisador em assuntos estratégicos da Universidade Federal de Juiz de Fora, o Brasil não é um alvo natural, mas a realização dos Jogos Olímpicos é um atrativo para a propaganda do EI e da Al-Qaeda.