Em 94º aniversário, "Folha" defende pluralidade e recria espírito da "Charlie Hebdo"

Jornal disponibiliza as capas e os fatos que marcaram a história da publicação

Atualizado em 19/02/2015 às 12:02, por Redação Portal IMPRENSA.

Em comemoração aos seus 94 anos, o jornal Folha de S.Paulo nesta quinta-feira (19/2) as capas e os fatos que marcaram a história da publicação. O veículo também convidou colunistas para opinar sobre temas da atualidade e chargistas à recriar o espírito da Charlie Hebdo .
Crédito:Reprodução Jornal celebra 94 anos relembrando fatos marcantes de sua história
Entre os trabalhos que integram a sua trajetória, o jornal lembra o lançamento do “Atlas Folha/The New York Times” em fascículos, que bateu recorde de tiragem e de vendas na história de publicações do país.
A Folha também destaca suas coberturas, como o ataque terrorista contra os EUA em 11 de setembro, que destruiu o World Trade Center, em Nova York, e parte do Pentágono, nos arredores de Washington.
A publicação classifica a derrota do Brasil na Copa do Mundo como "o maior vexame" noticiado. Para registrar o episódio, a manchete "Seleção sofre a pior derrota da história", em letras maiúsculas, é impressa em negativo sobre a foto em seis colunas.

Opinião
Ao defender o "pluralismo" como "um dos pilares editoriais", o jornal selecionou oito colunistas para opinar sobre quatro da atualidade. Todos eles foram divididos com opiniões favoráveis e contrárias.
Reinaldo Azevedo, Ricardo Melo, Luiz Felipe Pondé e Raquel Rolnik são alguns dos articulistas que divergem sobre questões como "A presidente Dilma deve sofrer ação de impeachment em decorrência do escândalo da Petrobras?" e "O governador Alckmin é culpado pela crise hídrica em São Paulo?".
Traço
A Folha também chamou oito chargistas para recriar o espírito da revisa Charlie Hebdo, vítima de um atentado em janeiro deste ano. Os atiradores que invadiram o local mataram 12 pessoas e deixaram 11 feridas. Os renomados cartunistas Stéphane Charbonnier, conhecido como Charb, Wolinski, Jean Cabu e Bernard Verlhac, conhecido como Tignous, foram os primeiros mortos a serem identificados.
Entre os ilustradores convidados estão Jean Galvão, Angeli, David Ziggy Greene, Caco Galhardo e Allan Sieber. Os desenhos retratam, com a tradicional sátira da publicação francesa, assuntos como a crise hídrica e os recentes ataques terroristas.