Elio Gaspari critica decisão de retirar do ar textos de blogueiro sobre a Lava Jato
Em sua coluna no jornal O Globo, publicada no último domingo (5/6), o jornalista Elio Gaspari comentou a decisão da Justiça do Paraná que determinou que fossem retirados do ar textos do blog do jornalista Marcelo Auler, que questionavam a Operação Lava Jato.
Atualizado em 06/06/2016 às 11:06, por
Redação Portal IMPRENSA.
Globo , publicada no último domingo (5/6), o jornalista Elio Gaspari comentou a decisão da Justiça do Paraná que determinou que fossem retirados do ar textos do blog do jornalista Marcelo Auler, que questionavam a Operação Lava Jato.
Crédito:Reprodução/YouTube
Gapari condenou censura aos textos de Marcelo Auler por delegados da PF
Para ele, a medida, requerida pelos delegados da Polícia Federal Erika Marena e Mauricio Moscardi Grillo, que integram a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, "pôs na vitrine a jurisprudência caótica em que está a liberdade de expressão no país".
O colunista destaca que as sentença da Vanessa Bassani indica que o blogueiro não deveria publicar textos “com conteúdo capaz de ser considerado ofensivo ao delegado”. "Como um pobre cristão pode descobrir o que se pode considerar ofensivo ao doutor Moscardi, ela não explicou", observa.
"Durante a ditadura, as ordens da censura eram claras. Tipo assim: 'nenhuma referência, contra ou a favor, de Dom Helder Câmara'. A ministra Cármen Lúcia enganou-se quando disse que 'cala-boca já morreu'", completa.
Crédito:Reprodução/YouTube
Gapari condenou censura aos textos de Marcelo Auler por delegados da PF Para ele, a medida, requerida pelos delegados da Polícia Federal Erika Marena e Mauricio Moscardi Grillo, que integram a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, "pôs na vitrine a jurisprudência caótica em que está a liberdade de expressão no país".
O colunista destaca que as sentença da Vanessa Bassani indica que o blogueiro não deveria publicar textos “com conteúdo capaz de ser considerado ofensivo ao delegado”. "Como um pobre cristão pode descobrir o que se pode considerar ofensivo ao doutor Moscardi, ela não explicou", observa.
"Durante a ditadura, as ordens da censura eram claras. Tipo assim: 'nenhuma referência, contra ou a favor, de Dom Helder Câmara'. A ministra Cármen Lúcia enganou-se quando disse que 'cala-boca já morreu'", completa.





