"El Universal" volta a reduzir páginas por falta de papel na Venezuela
O jornal afirma que a escassez é provocada pela demora nos trâmites de importação pelo governo.
Atualizado em 06/05/2014 às 11:05, por
Redação Portal IMPRENSA.
Na última segunda-feira (5/4), o diário El Universal voltou a reduzir o número de suas páginas por conta da falta de papel provocada pela demora nos trâmites de importação pelo governo, informou a publicação à AFP.
Crédito:Reprodução Jornal voltou a reduzir quantidade de páginas por falta de papel na Venezuela
"O curioso atraso na Autorização de Aquisição de Divisas não permitiu nacionalizar um carregamento de papel jornal de propriedade do El Universal que se encontra desde janeiro no porto de La Guaira", disse o veículo, que comprimiu sua última edição para 16 páginas.
O governo do presidente Nicolás Maduro praticamente impediu no último ano a entrega de divisas para importações avaliadas como "não prioritárias" e retardou as de produtos básicos, o que provocou desabastecimento.
Com a escassez do produto, mais de dez jornais da Venezuela tiveram de fechar, limitaram-se às edições digitais ou reduziram o número de páginas. As denúncias ocorrem com maior frequência nos casos de jornais considerados críticos ao governo.
No mês passado, importantes jornais como o El Nacional e El Nuevo País de Caracas, além do El Impulso de Barquisimeto receberam um empréstimo de 52 toneladas de papel enviados pela Associação Colombiana de Editores de Jornais e Meios Informativos (Andiarios).
A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) também denunciou algumas das atitudes do governo venezuelano, as quais avalia como um ataque à liberdade de imprensa. "O governo continua apostando "no fechamento dos jornais, por meio da sutil medida de negar as divisas para que assim não possam importar papel e outros insumos que não são produzidos na Venezuela", explicou Claudio Paolillo, presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa.
Crédito:Reprodução Jornal voltou a reduzir quantidade de páginas por falta de papel na Venezuela
"O curioso atraso na Autorização de Aquisição de Divisas não permitiu nacionalizar um carregamento de papel jornal de propriedade do El Universal que se encontra desde janeiro no porto de La Guaira", disse o veículo, que comprimiu sua última edição para 16 páginas.
O governo do presidente Nicolás Maduro praticamente impediu no último ano a entrega de divisas para importações avaliadas como "não prioritárias" e retardou as de produtos básicos, o que provocou desabastecimento.
Com a escassez do produto, mais de dez jornais da Venezuela tiveram de fechar, limitaram-se às edições digitais ou reduziram o número de páginas. As denúncias ocorrem com maior frequência nos casos de jornais considerados críticos ao governo.
No mês passado, importantes jornais como o El Nacional e El Nuevo País de Caracas, além do El Impulso de Barquisimeto receberam um empréstimo de 52 toneladas de papel enviados pela Associação Colombiana de Editores de Jornais e Meios Informativos (Andiarios).
A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) também denunciou algumas das atitudes do governo venezuelano, as quais avalia como um ataque à liberdade de imprensa. "O governo continua apostando "no fechamento dos jornais, por meio da sutil medida de negar as divisas para que assim não possam importar papel e outros insumos que não são produzidos na Venezuela", explicou Claudio Paolillo, presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa.





