EI torturou e matou jornalistas mantidos reféns por não conseguir acordo de resgate

Informação foi revelada com declarações de outros sequestrados que foram libertados

Atualizado em 27/10/2014 às 12:10, por Redação Portal IMPRENSA.

Os reféns executados pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI) sofreram torturas no cativeiro e foram mortos depois que os jihadistas constatavam que o governo não estava disposto a pagar pelo resgate deles, informou o jornal americano The New York Times .

Crédito:Reprodução James Foley (esq.) e Steven Sotloff (dir.) foram torturados antes de seus assassinatos
De acordo com o diário, a , testemunhas locais, familiares e um ex-membro do EI. Integraram a lista de reféns os jornalistas americanos James Foley e Steven Sotloff.

De acordo com as fontes, os reféns eram vítimas de agressões, alimentados de forma limitada e amontoados em espaços reduzidos. Os piores tratamentos eram recebidos pelos sequestradores americanos e britânicos, tanto pela política de seus países no Oriente Médio como pelo fato de seus governos se recusarem a negociar os resgates.
"Os sequestrados sabiam quais países seriam os mais dispostos a suas exigências e criaram uma ordem baseada na facilidade com a qual pensavam que podiam negociar", disse ao NYT um dos reféns libertados.

As fontes revelaram ainda que três reféns espanhóis foram os primeiros a ser separados para a tentativa de negociação. O primeiro deles foi liberado em meados março, seis meses após o sequestro.

O NYT não identificou os espanhóis, mas em março o jornalista Marc Marginedas foi liberado após quase seis meses em cativeiro. Pouco depois também foram soltos Javier Espinosa e Ricardo García Vilanova.