Eduardo Suplicy diz que Congresso deve se posicionar sobre biografias não autorizadas
Na última segunda-feira (21/10), o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) disse que o Congresso deve se manifestar a respeito das biografias não autorizadas.
De acordo com a agência Senado, Suplicy pontuou que ele mesmo foi mencionado na biografia de José Dirceu, escrita pelo jornalista Otávio Cabral, em situações que não aconteceram como descritas na obra. Segundo o senador, isso prejudicou as vendas do livro e o próprio autor.
“Diversas citações da minha interação com José Dirceu - e eu não fui consultado - não são precisas. E eu me senti na responsabilidade e estou escrevendo um esclarecimento ao Otávio Cabral”, explicou.
Suplicy citou ainda o projeto de lei do deputado Newton Lima (PT-SP), o qual proíbe a censura às biografias (PL 393/2011). A proposta, que tramita na Câmara, assegura a divulgação de imagens e informações biográficas sobre pessoas cuja história tenha alcance público.
O senador leu em Plenário a carta que o jornalista norte-americano Benjamin Moser, biógrafo de Clarice Lispector, escreveu para Caetano Veloso, questionando a posição do artista por não autorizar a sua biografia.
Para Suplicy, deve haver a regulamentação do tema e a liberdade do escritor de pesquisar e publicar sua obra. No entanto, ele também propôs a aplicação de multas aos autores que escrevem informações imprecisas ou que prejudiquem o biografado.
“Considero esse um debate muito importante. Avalio que é necessário que possa logo o Congresso Nacional tomar uma decisão, já que o próprio STF [Supremo Tribunal Federal] está por decidir esse assunto”, acrescentou.
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