Editorial FENAJ: Mulheres jornalistas também sofrem discriminação de gênero
Editorial FENAJ: Mulheres jornalistas também sofrem discriminação de gênero
Atualizado em 08/03/2005 às 09:03, por
Fonte: Diretoria da Federação Nacional dos Jornalistas.
Esta semana, os mais diversos veículos de comunicação vão homenagear as mulheres com reportagens sobre suas conquistas e sobre os problemas que ainda enfrentam. É o que tem ocorrido no Brasil e no mundo por ocasião do Dia Internacional da Mulher. E não podia ser diferente: 8 de março continua sendo um dia de comemoração, mas também um dia de luta contra a discriminação de gênero, ainda presente em praticamente todas as sociedades.
A FENAJ igualmente parabeniza as mulheres e em especial, as jornalistas, pelos importantes passos dados na direção de uma sociedade na qual sejam de fato respeitadas, sem qualquer tipo de discriminação. Ao mesmo tempo, chama as mulheres jornalistas - e também os homens - para a importante tarefa de fazer com que a discussão de gênero seja permanente, tanto na produção jornalística quanto no movimento sindical.
Homens e mulheres dividem o mercado de trabalho no jornalismo em todo o mundo. São cerca de 300 mil jornalistas do sexo masculino e 300 mil do sexo feminino, segundo estimativa da Federação Internacional de Jornalistas (FIJ). No Brasil, apesar de não haver dados precisos, as mulheres ocupam cada vez mais espaço nas redações e dão mostras de que são igualmente competentes para as mais diversas tarefas do jornalismo. A realidade, entretanto, mais do que comemorações, impõe a reflexão e a luta.
A mulher trabalhadora, inclusive a jornalista, enfrenta os problemas que atingem a todos os trabalhadores e além destes, problemas específicos da discriminação de gênero. As mulheres cumprem as mesmas tarefas com a mesma competência que os homens e ganham menos; sofrem com o assédio moral e sexual e ainda, são preteridas nas disputas por uma vaga porque ficam grávidas ou são mais comprometidas com a educação dos filhos. E poucas conseguem chegar a postos de comando.
No jornalismo brasileiro não há grandes diferenças salariais entre os sexos (realidade de muitos países da América Latina), mas os postos de comando continuam majoritariamente nas mãos dos homens. Casos de assédio moral e sexual são constantes e as mulheres jornalistas não conseguem nem mesmo denunciá-los, porque sabem que sua denúncia muito provavelmente será ignorada e que as conseqüências virão.
A FENAJ tem procurado dar respostas a esses problemas com a inclusão da discussão de gênero em sua agenda permanente. Realizamos, em parceria com a FIJ, duas conferências latino-americanas de mulheres jornalistas para fortalecer o debate nacional e, além disso, contribuir com a reflexão latino-americana. Também incentivamos os sindicatos filiados a promoverem a discussão de gênero, como a única forma de superar a discriminação ainda existente. A tarefa não é pequena nem fácil, mas com certeza é possível.

A FENAJ igualmente parabeniza as mulheres e em especial, as jornalistas, pelos importantes passos dados na direção de uma sociedade na qual sejam de fato respeitadas, sem qualquer tipo de discriminação. Ao mesmo tempo, chama as mulheres jornalistas - e também os homens - para a importante tarefa de fazer com que a discussão de gênero seja permanente, tanto na produção jornalística quanto no movimento sindical.
Homens e mulheres dividem o mercado de trabalho no jornalismo em todo o mundo. São cerca de 300 mil jornalistas do sexo masculino e 300 mil do sexo feminino, segundo estimativa da Federação Internacional de Jornalistas (FIJ). No Brasil, apesar de não haver dados precisos, as mulheres ocupam cada vez mais espaço nas redações e dão mostras de que são igualmente competentes para as mais diversas tarefas do jornalismo. A realidade, entretanto, mais do que comemorações, impõe a reflexão e a luta.
A mulher trabalhadora, inclusive a jornalista, enfrenta os problemas que atingem a todos os trabalhadores e além destes, problemas específicos da discriminação de gênero. As mulheres cumprem as mesmas tarefas com a mesma competência que os homens e ganham menos; sofrem com o assédio moral e sexual e ainda, são preteridas nas disputas por uma vaga porque ficam grávidas ou são mais comprometidas com a educação dos filhos. E poucas conseguem chegar a postos de comando.
No jornalismo brasileiro não há grandes diferenças salariais entre os sexos (realidade de muitos países da América Latina), mas os postos de comando continuam majoritariamente nas mãos dos homens. Casos de assédio moral e sexual são constantes e as mulheres jornalistas não conseguem nem mesmo denunciá-los, porque sabem que sua denúncia muito provavelmente será ignorada e que as conseqüências virão.
A FENAJ tem procurado dar respostas a esses problemas com a inclusão da discussão de gênero em sua agenda permanente. Realizamos, em parceria com a FIJ, duas conferências latino-americanas de mulheres jornalistas para fortalecer o debate nacional e, além disso, contribuir com a reflexão latino-americana. Também incentivamos os sindicatos filiados a promoverem a discussão de gênero, como a única forma de superar a discriminação ainda existente. A tarefa não é pequena nem fácil, mas com certeza é possível.






