Editoriais da "Folha", "Estadão" e "O Globo" pedem saída de Eduardo Cunha da Câmara

Em meio à crise no cenário político brasileiro, alguns dos principais jornais do país - Folha de S.Paulo, Estadão e O Globo - publicara

Atualizado em 14/12/2015 às 09:12, por Redação Portal IMPRENSA.

Em meio à crise no cenário político brasileiro, alguns dos principais do país — Folha de S.Paulo , Estadão e O Globo — publicaram editoriais para criticar e pedir o afastamento do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara.
Crédito:Wilson Dias/Agência Brasil Jornais pedem a saída de Cunha da presidência da Câmara
Na última sexta-feira (11/12), O Estado de S. Paulo destacou que "não há limites" para Cunha quando se trata de criar impedimentos ao processo que corre contra ele no Conselho de Ética ao aproveitar o poder de seu cargo.
Intitulado , o texto diz que as atitudes do político e de sua "tropa de choque" dão um curso de "desfaçatez e de insulto aos brasileiros", que constrange até o Congresso, que também não apresenta conduta tão exemplar.
"O mínimo que se espera de seus pares é que afastem Cunha da presidência da Câmara, para que o processo possa ter seu curso normal e que se restabeleça um pouco de decência num conselho que tem a palavra 'ética' em seu nome".
No dia seguinte (12/12), o carioca O Globo usou fatos históricos para relembrar nomes que já frequentaram a Câmara, como Flores da Cunha e Pedro Aleixo. Ao chegar no atual presidente, reforçou que o político "escala índices de rejeição na opinião pública".
Sob o título , o editorial é claro: "O presidente da Câmara deveria renunciar ao cargo, para se dedicar à sua defesa, sem atrapalhar os trabalhos da Casa. Seu tempo acabou."
Já no último domingo (13/12), a Folha listou motivos que fazem a presença de Cunha na Câmara ser um problema. O jornal cita acusações reiteradas de propina, a mentira flagrante em uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e as práticas para intimidar adversários, como conjunto suficiente para justificar a cassação do seu mandato.
No texto , o diário paulista diz que o personagem que o deputado representa "está com os dias contatos" e que ele próprio tem conhecimento disso. "Valendo-se de métodos inadmissíveis a alguém posicionado na linha de sucessão da Presidência da República, o peemedebista submeteu a questão do impeachment de Dilma Rousseff (PT) a um achaque em benefício próprio", completou.