Editores cobram governo sobre direitos autorais e biografias durante Bienal do RJ
A Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, maior feira latino-americana do setor, e que na edição deste ano contará com mil lançamentos, começou na última quinta-feira (29/8) com reivindicações das editoras, donos de livrarias e escritores para que o governo garanta os direitos autorais de propriedade intelectual na era digital.
De acordo com a EFE, a reivindicação foi feita pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros durante a cerimônia de abertura que contou com a presença da ministra da Cultura, Marta Suplicy.
A presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), Sônia Jardim, pediu em discurso que a lei de direitos autorais que o governo estuda garantir que os escritores sejam remunerados por suas obras apesar da facilidade com que os livros chegam sem custo ao público em tempos de convergência digital.
"Precisamos que a legislação preserve o direito do autor para que sua obra não seja copiada sem remuneração em nenhum meio, inclusive digital, sob pena de que essa prática se transforme em um desincentivo à produção intelectual brasileira", afirmou Sônia.
Para a SNEL, a nova lei tem que incorporar o livro digital na definição de livro para que as versões eletrônicas também tenham seus direitos garantidos. "A legislação tem que acompanhar a evolução tecnológica. É necessário que provedores de internet sejam obrigados a acatar notificações judiciais para retirar arquivos do ar que não remuneram o autor", acrescentou.
Em resposta às demandas dos empresários, a ministra da Cultura afirmou que o governo já adotou algumas medidas para garantir o direito de autor na internet.
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