Editora Record recebe três prêmios da Associação Paulista de Críticos de Artes
Editora Record recebe três prêmios da Associação Paulista de Críticos de Artes
Três livros e autores da Editora Record foram agraciados com o APCA, Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Artes, em dezembro de 2004. Os vencedores, O enigma de Qaf, de Alberto Mussa (Literatura Romance), Poemas rupestres, de Manoel de Barros (Literatura – Poesia) e O dia em que Getúlio matou Allende, de Flávio Tavares (Literatura – Não ficção), recebem o prêmio na próxima terça-feira, 29 de março, às 19h, no Teatro Municipal de São Paulo.
Criada em 1951, Associação Paulista de Críticos de Artes reúne jornalistas da área de cultura que anualmente elegem aqueles que receberão na grande festa das artes o troféu-escultura assinado pelo artista plástico Francisco Brennand. Daniel de Oliveira e Cláudia Rodrigues serão os apresentadores da cerimônia de entrega do troféu APCA.
Consagrado pela crítica desde seu lançamento e vencedor dos Prêmios APCA 2004 e Casa de Las Américas, O enigma de Qaf, de Alberto Mussa, é um romance moderno que cria uma busca fictícia da solução de um famoso enigma da cultura árabe. No romance, Alberto Mussa confirma seu talento e recebe elogios de Marco Lucchesi e Antônio Torres. Autor dos elogiados Elegbara e O trono da rainha Jinga - prêmio da Biblioteca Nacional e parte da bibliografia sobre o curso de Literatura Negra do Brasil, na pós-graduação do departamento de Espanhol e Português da Universidade de Stanford, na Califórnia -, Mussa foi um dos convidados do IV Festival Internacional de Literatura de Berlim no ano passado.
Consagrado pela crítica e pelo público — figurando nas listas de mais vendidos por várias semanas —, O dia em que Getúlio matou Allende revela histórias que Flávio Tavares viveu, viu e ouviu como jornalista político, nos centros do poder, durante os anos 1950 e 1960. Os personagens surgem nus, com a alma e as entranhas à vista. Um encontro casual do jovem estudante Flávio com Salvador Allende, na China em 1954, logo após o suicídio de Getúlio Vargas, é um dos casos do livro. Nele, a História recente do poder é contada na sua realidade crua e irônica, na forma de novelas do dia-a-dia, sem a solene fantasia da política. A face oculta da vida pública aparece com suas intimidades, falcatruas, dramas ou alegrias e a relação homem-mulher (escondida pelos biombos do poder) surge como parte da política. As histórias íntimas de Getúlio marcam o itinerário do suicídio. Em seguida, o marechal Lott, Juscelino Kubitschek, Jânio Quadros e João Goulart surgem em meio a paixões secretas, negociatas, traições ou afetos. E os escuros labirintos do poder se iluminam, mostrando os segredos do golpe militar de 1964 e por que Jango decidiu não resistir.
Em POEMAS RUPESTRES, Manoel de Barros recorre às lembranças de Mato Grosso, e de seus primeiros passos no Pantanal, para dar novos significados às palavras. O livro oferece uma oportunidade única de apresentar aos leitores a vida de um dos mais importantes poetas contemporâneos. Um autor que surpreende, ao mesmo tempo em que intriga e comove ao leitor, com o despojamento de seus versos, tirados de chão, árvore, bicho, água e pedra. “A inocência plena de um ser humano pode alçar ele para ave”, disse Manoel de Barros numa entrevista.






