Editora Gannett reúne redações para lançar jornal pró-independência na Escócia
Projeto vai testar tal posicionamento editorial após o plebiscito que definiu, por uma pequena margem, a manutenção do país no Reino Unido.
Atualizado em 24/11/2014 às 18:11, por
Redação Portal IMPRENSA.
A editora norte-americana Gannet fez mais um projeto ousado fora de sua terra natal. O grupo de mídia, que possui títulos impressos e digitais em diversos lugares no mundo, lança o primeiro jornal pró-independência da Escócia. O pioneirismo, porém, é um teste de posicionamento editorial da empresa após o plebiscito que definiu, por mínima margem, a manutenção do país no Reino Unido.
Conforme o Financial Times , o diário será produzido pelo Scotland’s Herald em união de conteúdo com o Times Group, braços da cadeia regional Newsquest, que faz parte da companhia. A ideia é aproveitar a demanda insatisfeita entre os apoiadores de uma eventual independência, que veem um viés pró-britânico nas publicações e emissoras vistas como tradicionais pelos escoceses.
Alguns ativistas, por exemplo, chegaram a pedir boicote aos diários que possuem uma visão conservadora, como Daily Record , Scotsman e BBC. Richard Walker, editor do único jornal escocês que apoia a independência - o Sunday Herald - anunciou a novidade no último sábado (22/11).
"Nós temos cinco dias para qualquer pessoa em sua casa comprar o jornal e mostrar a nossa companhia, aos nossos proprietários, que existe um mercado na Escócia por um jornalista que tenha uma visão apaixonada e que acredite no futuro do país", diz Walker, que comanda o diário.
O Sunday Herald , que sofria de constantes quedas na versão impressa na última década, se beneficiou do plebiscito deste ano e desde então aproveita um grande impulso proporcionado nas vendas de cada edição do veículo. Derrotados, os ativistas afirmam que a campanha pela independência foi um sucesso, já que atraíram cerca de 1,6 milhões de votos dos escoceses.
O resultado é visto como positivo, uma vez que se ressalta um suposto trabalho difamatório do que chamam de "mídia hostil". Foi na web que eles encontraram uma alternativa para se comunicar com os eleitores, porém, acreditam que a mídia digital é um meio limitado para promover uma ideia.
Em uma tentativa de criar uma emissora própria, chegaram a criar um projeto de crowdfunding para desenvolver a chamada Scottish News, uma espécie de "agência de notícias sem viés, imparcial e nacional sobre notícias da Escócia". No entanto, a iniciativa não prosperou e não foi levada adiante.
"Se os resultados do referendo pela independência da Escócia nos ensinaram alguma coisa, é que há algo de muito errado na mídia escocesa", disseram os ativistas na campanha de financiamento.
Conforme o Financial Times , o diário será produzido pelo Scotland’s Herald em união de conteúdo com o Times Group, braços da cadeia regional Newsquest, que faz parte da companhia. A ideia é aproveitar a demanda insatisfeita entre os apoiadores de uma eventual independência, que veem um viés pró-britânico nas publicações e emissoras vistas como tradicionais pelos escoceses.
Alguns ativistas, por exemplo, chegaram a pedir boicote aos diários que possuem uma visão conservadora, como Daily Record , Scotsman e BBC. Richard Walker, editor do único jornal escocês que apoia a independência - o Sunday Herald - anunciou a novidade no último sábado (22/11).
"Nós temos cinco dias para qualquer pessoa em sua casa comprar o jornal e mostrar a nossa companhia, aos nossos proprietários, que existe um mercado na Escócia por um jornalista que tenha uma visão apaixonada e que acredite no futuro do país", diz Walker, que comanda o diário.
O Sunday Herald , que sofria de constantes quedas na versão impressa na última década, se beneficiou do plebiscito deste ano e desde então aproveita um grande impulso proporcionado nas vendas de cada edição do veículo. Derrotados, os ativistas afirmam que a campanha pela independência foi um sucesso, já que atraíram cerca de 1,6 milhões de votos dos escoceses.
O resultado é visto como positivo, uma vez que se ressalta um suposto trabalho difamatório do que chamam de "mídia hostil". Foi na web que eles encontraram uma alternativa para se comunicar com os eleitores, porém, acreditam que a mídia digital é um meio limitado para promover uma ideia.
Em uma tentativa de criar uma emissora própria, chegaram a criar um projeto de crowdfunding para desenvolver a chamada Scottish News, uma espécie de "agência de notícias sem viés, imparcial e nacional sobre notícias da Escócia". No entanto, a iniciativa não prosperou e não foi levada adiante.
"Se os resultados do referendo pela independência da Escócia nos ensinaram alguma coisa, é que há algo de muito errado na mídia escocesa", disseram os ativistas na campanha de financiamento.





