Editor do "NYT" xinga professor que criticou a não reprodução de cartuns da "Charlie Hebdo"
O editor-executivo do jornal New York Times, Dean Baquet, chamou o professor de jornalismo da Universidade do Sul da Califórnia Marc Cooper de "c****" após este questionar os motivos do diário para não reproduzir cartuns da Charlie Hebdo .
Atualizado em 13/01/2015 às 09:01, por
Redação Portal IMPRENSA.
York Times , Dean Baquet, chamou o professor de jornalismo da Universidade do Sul da Califórnia Marc Cooper de "c****" após este questionar os motivos do diário para não reproduzir cartuns da Charlie Hebdo . Após o ataque à sede do periódico que deixou 12 mortos, entre eles 10 profissionais do semanário, diversos veículos de imprensa de todo o mundo reproduziram seus cartuns como forma de apoio e homenagem. Crédito:Reprodução/Facebook Post do professor de jornalismo e resposta do editor-executivo do New York Times Em no seu perfil no Facebook, publicado na última sexta-feira (09/01), Cooper compartilhou análise da ombudsman do jornal, Margaret Sullivan, sobre a decisão de não reproduzir os cartuns do semanário francês conhecido pelas sátiras, e chamou a atitude do diário de "covardia absoluta".
"Exatamente quantas pessoas precisam ser atingidas a sangue frio para você mostrar o que provocou os assassinos? Aparentemente 23 atingidos, incluindo 11 mortos não é suficiente. Que covardia absoluta. Esses gerentes da MSM [mainstream media] agem como se estivessem comandando companhias de seguro, não de notícias", escreveu.
No mesmo dia, Baquet respondeu ao professor pelos comentários no post. "Querido Marc, eu agradeço essa crítica hipócrita sem nem mesmo considerar que pode haver outros pontos de vista. Espero que seus alunos tenham a mente mais aberta". A resposta terminou com a palavra "asshole", que pode ser traduzida como babaca e c****, por exemplo.
Questionado, ao portal Politico, o editor-executivo do NYT disse que recebeu críticas por sua postura, inclusive de colegas do jornal. "Muitas pessoas discordaram da minha decisão. Algumas estão no Times. Eu entendo isso. O comentário do sr. Cooper foi desagradável e arrogante. Então eu disse a ele o que pensava", respondeu ao site por e-mail.
Quase 24 horas depois do episódio, o professor Cooper decidiu responder Baquet, novamente pela rede social. No , ele escreveu que está "tranquilo" e que o único que terá que lidar com possíveis problemas na reputação pública depois do episódio é Banquet.
Em seguida, ele diz que "ninguém dá a mínima" se o NYT reproduziu ou não as imagens, porque muitos outros jornais já o haviam feito. "Ninguém precisa realmente que o New York Times faça isso porque no tempo que você decidia fazer ou não, já estava feito por outros. Assim como o mundo mudou nos últimos 20 anos, o New Yor Times não ocupa mais a mesma posição que ucupava antes, felizmente", escreveu.
Para o professor, a decisão de Baquet mostra quão relevante o New York Times seria no diálogo internacional sobre o assunto. "Você decidiu ser menos do que mais relevante", aponto no texto. "Se o NYTimes ocupa uma posição tão diferente e menos em comparação com 20 anos atrás, exatamente qual espaço vai ocupar daqui 20 anos?
A justificativa para não reproduzir os cartuns da Charlie Hebdo já havia sido publicada no próprio NYT . "Temos um padrão há muito tempo e que funciona: há uma fronteira entre insulto gratuito e sátira. A maioria [dos cartuns] era insulto gratuito", escreveu.
"Exatamente quantas pessoas precisam ser atingidas a sangue frio para você mostrar o que provocou os assassinos? Aparentemente 23 atingidos, incluindo 11 mortos não é suficiente. Que covardia absoluta. Esses gerentes da MSM [mainstream media] agem como se estivessem comandando companhias de seguro, não de notícias", escreveu.
No mesmo dia, Baquet respondeu ao professor pelos comentários no post. "Querido Marc, eu agradeço essa crítica hipócrita sem nem mesmo considerar que pode haver outros pontos de vista. Espero que seus alunos tenham a mente mais aberta". A resposta terminou com a palavra "asshole", que pode ser traduzida como babaca e c****, por exemplo.
Questionado, ao portal Politico, o editor-executivo do NYT disse que recebeu críticas por sua postura, inclusive de colegas do jornal. "Muitas pessoas discordaram da minha decisão. Algumas estão no Times. Eu entendo isso. O comentário do sr. Cooper foi desagradável e arrogante. Então eu disse a ele o que pensava", respondeu ao site por e-mail.
Quase 24 horas depois do episódio, o professor Cooper decidiu responder Baquet, novamente pela rede social. No , ele escreveu que está "tranquilo" e que o único que terá que lidar com possíveis problemas na reputação pública depois do episódio é Banquet.
Em seguida, ele diz que "ninguém dá a mínima" se o NYT reproduziu ou não as imagens, porque muitos outros jornais já o haviam feito. "Ninguém precisa realmente que o New York Times faça isso porque no tempo que você decidia fazer ou não, já estava feito por outros. Assim como o mundo mudou nos últimos 20 anos, o New Yor Times não ocupa mais a mesma posição que ucupava antes, felizmente", escreveu.
Para o professor, a decisão de Baquet mostra quão relevante o New York Times seria no diálogo internacional sobre o assunto. "Você decidiu ser menos do que mais relevante", aponto no texto. "Se o NYTimes ocupa uma posição tão diferente e menos em comparação com 20 anos atrás, exatamente qual espaço vai ocupar daqui 20 anos?
A justificativa para não reproduzir os cartuns da Charlie Hebdo já havia sido publicada no próprio NYT . "Temos um padrão há muito tempo e que funciona: há uma fronteira entre insulto gratuito e sátira. A maioria [dos cartuns] era insulto gratuito", escreveu.





