Editor do The New York Times alerta sobre queda de receitas

Editor do The New York Times alerta sobre queda de receitas

Atualizado em 22/09/2010 às 18:09, por Redação Portal IMPRENSA.

Editor do The New York Times alerta sobre queda de receitas

O editor do jornal The New York Times alertou nesta quarta-feira (22) que o jornal teria suas contas no vermelho no terceiro quadrimestre de 2010 devido à queda inesperada nas receitas de publicidade nas mídias digital e impressa, informa o site guardian.co.uk.

Ações da New York Times Company (NYTC) caíram mais de 5% no pregão da Wall Street, segundo a chefe-executiva Janet Robinson, durante conferência da Goldman Sachs. As más noticias sobre os rendimentos da NYTC, podem aumentar os receios de que a indústria da mídia está com dificuldades de sair de uma recessão publicitária, junto aos sinais de fraca recuperação da economia norte-americana.

A companhia controla os jornais The New York Times , Boston Globe , International Herald Tribune e outros quinze regionais, além de diversos sites. As receitas da empresa podem cair de 2% a 3% nos últimos três meses até setembro, apesar de um crescimento de 14% em publicidade digital. As previsões de analistas citavam queda na receita de 1%.

A companhia também previa uma baixa nas receitas de publicidade impressa e de circulação ao redor de 5%.

"Isto mostra que a recuperação em publicidade impressa está perdendo força. Se isto não melhorar, será decepcionante", disse John Janedis, analista de mídia da UBS.

Outros prejuízos à vista para NYTC incluem a redução no valor de uma área gráfica em US$ 16 milhões, multa em pensão de US$ 6 milhões e um extra de US$ 1 milhão.

O The New York Times pareceu se recuperar de crise financeira durante o primeiro semestre deste ano ao registrar um lucro de US$ 44 milhões no período. O jornal tenta garantir maior renda a partir de conteúdos online e planeja cobrar o acesso de algumas reportagens na internet ano que vem.

Entre os maiores investidores da empresa está o bilionário mexicano Carlos Slim, que emprestou US$ 250 milhões em troca de ações, ano passado.

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