Editor da Reuters afirma que repórteres precisam se preservar em coberturas de Guerra
Editor da Reuters afirma que repórteres precisam se preservar em coberturas de Guerra
Atualizado em 10/11/2010 às 17:11, por
Redação Portal IMPRENSA.
O editor-chefe da agência de notícias Reuters, David Schlesinger, foi sabatinado, na manhã desta quarta-feira (10), durante palestra no International News & Safety Institute, em Atenas, na Grécia.
Na ocasião, Schlesinger foi questionado sobre a necessidade de arriscar a vida de repórteres para a cobertura das Guerras do Afeganistão e Iraque.
Ele sublinhou que o instinto do jornalista o deixa próximo ao perigo, e que ele precisa permanecer perto dos fatos para colher depoimentos de testemunhas e aumentar o entendimento a respeito da guerra. No entanto, ressaltou que o repórter não precisa necessariamente colocar a vida em risco para fazer uma boa cobertura, mas que os jornalistas são movidos também pela "pressão da competitividade, por suas ambições pessoais e ansiedade em ser o primeiro a noticiar".
Na opinião do editor, os jornalistas precisam modificar a maneira como enxergam a profissão, o que, no caso de uma guerra, pode lhes garantir a vida.
"Temos de dizer 'não' com mais freqüência. Temos que estar preparados para perder a imagem com mais freqüência. Temos que estar preparados para perder o furo para evitar ser baleado. Devemos estar preparados para perder algumas histórias para não perder ainda mais vidas", afirmou, segundo informa o The Guardian .
Em 2007, dois funcionários de outra agência de notícias, a AP, foram fuzilados por dois helicópteros do exército norte-americano que confundiram suas câmeras fotográficas com lançadores de granada. Nos últimos dez anos, uma dezena de funcionários da Reuters foi morto durante coberturas em zonas de conflito.
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Na ocasião, Schlesinger foi questionado sobre a necessidade de arriscar a vida de repórteres para a cobertura das Guerras do Afeganistão e Iraque.
Ele sublinhou que o instinto do jornalista o deixa próximo ao perigo, e que ele precisa permanecer perto dos fatos para colher depoimentos de testemunhas e aumentar o entendimento a respeito da guerra. No entanto, ressaltou que o repórter não precisa necessariamente colocar a vida em risco para fazer uma boa cobertura, mas que os jornalistas são movidos também pela "pressão da competitividade, por suas ambições pessoais e ansiedade em ser o primeiro a noticiar".
Na opinião do editor, os jornalistas precisam modificar a maneira como enxergam a profissão, o que, no caso de uma guerra, pode lhes garantir a vida.
"Temos de dizer 'não' com mais freqüência. Temos que estar preparados para perder a imagem com mais freqüência. Temos que estar preparados para perder o furo para evitar ser baleado. Devemos estar preparados para perder algumas histórias para não perder ainda mais vidas", afirmou, segundo informa o The Guardian .
Em 2007, dois funcionários de outra agência de notícias, a AP, foram fuzilados por dois helicópteros do exército norte-americano que confundiram suas câmeras fotográficas com lançadores de granada. Nos últimos dez anos, uma dezena de funcionários da Reuters foi morto durante coberturas em zonas de conflito.
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